O Brasil atingiu 27.607 assessores de investimento credenciados em fevereiro de 2026, segundo relatório da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (ANCORD).
O número representa crescimento de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025 e indica a continuidade da expansão da atividade no país.
Apenas nos dois primeiros meses do ano, 266 novos profissionais foram credenciados. Do total atual, 20.230 assessores estão vinculados a instituições do mercado financeiro.
De acordo com a ANCORD, o avanço acompanha o aumento da base de investidores e o fortalecimento da indústria de intermediação.
“A ANCORD é responsável por mais de 90% do volume negociado na Bolsa de Valores e contamos com assessores em todos os estados brasileiros, garantindo atendimento qualificado aos investidores e contribuindo para o desenvolvimento do mercado de capitais”, afirmou o presidente da associação, Rafael Furlanetti.
Distribuição regional
O levantamento também aponta a presença da atividade em todas as regiões do país. No Norte, o Pará reúne 171 assessores. No Centro-Oeste, Goiás lidera com 602 profissionais. No Nordeste, a Bahia concentra 560 assessores.
Na região Sul, o Rio Grande do Sul soma 2.924 profissionais, enquanto São Paulo mantém a liderança nacional, com 11.045 assessores de investimento.
Expansão e qualificação
Segundo o relatório, o crescimento do setor está associado a investimentos em tecnologia, modernização de processos e ampliação do acesso à certificação profissional. Nos últimos quatro anos, a adoção do Exame de Certificação em formato online facilitou a entrada de candidatos de diferentes regiões no mercado.
A ANCORD também mantém o Programa de Educação Continuada (PEC), que reúne 702 cursos, com mais de 6 mil horas de conteúdo e cerca de 4 mil créditos gratuitos, voltados à capacitação e atualização dos profissionais.
Perfil dos assessores
Em relação ao perfil etário, a maior concentração de assessores está na faixa entre 26 e 45 anos, que representa 64% do total. Jovens de 18 a 25 anos correspondem a 11%, enquanto profissionais entre 46 e 55 anos somam 16%. Já aqueles com mais de 56 anos representam 9% dos credenciados.
