Nesta terça-feira (18), o Brasil enfrentou a Tunísia em solo francês e acabou surpreendido, empatando em uma partida apagada da equipe.
Apesar do desempenho coletivo abaixo do esperado, Estevão voltou a se destacar: marcou o gol da seleção, foi a principal arma ofensiva e levou perigo constante à defesa adversária.
O Brasil começou tomando a iniciativa e buscando repetir o bom futebol apresentado contra Senegal. Logo aos 9 minutos, a seleção assustou os tunisianos. Após saída errada do goleiro, Rodrygo recebeu pela esquerda e finalizou de canhota. A bola passou pelo goleiro, mas um zagueiro da Tunísia salvou em cima da linha.
Dois minutos depois, Estevão cobrou falta com precisão, obrigando Dahmen a fazer boa defesa. Após a pressão inicial, o Brasil manteve a posse de bola, mas esbarrava na defesa sólida da Tunísia — que, em sua primeira chegada, abriu o placar.
Aos 22 minutos, Wesley errou no domínio e ofereceu o contra-ataque aos tunisianos. Adli avançou com liberdade e cruzou na área para Mastouri, que finalizou cara a cara com Bento: 1 a 0 Tunísia.
O Brasil tentou reagir aos 30 minutos, quando Estevão fez jogada individual e bateu cruzado, levando perigo. Aos 37, Rodrygo cobrou falta com categoria, mas Dahmen defendeu mais uma vez. Um minuto depois, Matheus Cunha ganhou a dividida e acionou Rodrygo, que finalizou de primeira, mas a bola parou na marcação.
Quando o cenário parecia se complicar, surgiu a esperança brasileira. Após cobrança de falta na área, a bola tocou na mão de um defensor da Tunísia. O árbitro consultou o VAR e marcou pênalti. Estevão converteu no ângulo e empatou o jogo.
O primeiro tempo terminou com o Brasil pressionando, mas esbarrando na forte marcação tunisiana.
Na etapa final, o Brasil manteve a postura ofensiva, mas seguia parando na defesa tunisiana. Aos 8 minutos, Saad arrancou desde o campo defensivo, passou pelos marcadores brasileiros e finalizou com perigo à meta de Bento.
O jogo ganhou uma sequência longa sem finalizações claras. A Tunísia se fechava em busca do contra-ataque, enquanto o Brasil tentava, sem criatividade, furar o bloqueio adversário.
Aos 30 minutos, surgiu a grande chance da virada. A defesa tunisiana errou na saída de bola, Vitor Roque recuperou e sofreu pênalti. Desta vez, Lucas Paquetá cobrou — mas isolou, desperdiçando a oportunidade que poderia mudar o rumo da partida.
O Brasil seguiu pressionando, mas a Tunísia manteve sua estratégia defensiva até os minutos finais. Aos 49 (94 no tempo total), Fabinho tocou de primeira para Estevão, que driblou o marcador e finalizou de direita. A bola, porém, carimbou a trave e saiu, encerrando o jogo.
O Brasil deixa o campo com um gosto amargo: poderia ter vencido, criou boas chances e desperdiçou um pênalti decisivo. O empate também impediu que a equipe ganhasse mais confiança sob o comando de Carlo Ancelotti.
Do lado tunisiano, o resultado foi valorizado. A proposta de jogo — defender bem e explorar contra-ataques — funcionou, e o empate, diante de um adversário tecnicamente superior, foi considerado satisfatório.
