Se você estava presente na época, sabe como foi incrível jogar GTA 3 no PS2. Para muitos, essa experiência foi um divisor de águas nos jogos. Antes dele, já existiam jogos em mundo aberto, como Shenmue, que foi lançado alguns anos antes no Japão, mas nada que se comparasse à grandiosidade de Liberty City. Era um verdadeiro sandbox onde você podia explorar tudo e ir a qualquer lugar.
Mas você já parou para pensar como a Rockstar conseguiu colocar um mundo tão amplo dentro da RAM de apenas 32MB do PS2? Um vídeo muito interessante explora essa magia dos desenvolvedores.
No vídeo, Mark Brown faz um trabalho excepcional ao explicar como Liberty City foi dividida em uma série de quadrados. Assim, os detalhes do jogo eram carregados somente quando você se aproximava deles. Isso permitia que o console sempre reabastecesse a memória com as informações necessárias, descartando dados conforme você se afastava. Uma verdadeira dança de dados!
O vídeo também toca em questões comuns que frustram jogadores, como o pop-in e o streaming de texturas. Além disso, revela como a equipe da Rockstar conseguiu contornar a velocidade de leitura mais lenta do DVD do PS2. Muitos desses métodos ainda são usados hoje em dia, embora de forma mais sofisticada.
Ao compreender essas técnicas, fica mais claro o quanto o desenvolvimento de jogos em mundo aberto evoluiu. E, claro, não podemos esquecer do legado que GTA 3 deixou, seguido por sucessos ainda maiores como Vice City e San Andreas, que se tornaram alguns dos jogos mais vendidos do PS2.
Desde então, a Rockstar não parou: sempre empurrando os limites, com destaque para Red Dead Redemption 2 e, certamente, o aguardado GTA 6 que está por vir.
