A rotina financeira dos microempreendedores individuais (MEIs) está cada vez mais digital. É o que mostra um levantamento do Mercado Pago, banco digital do Grupo Mercado Livre, realizado com mais de 3 mil microempreendedores em todo o país. Segundo o estudo, 45% dos MEIs já utilizam ferramentas digitais – como planilhas e aplicativos – para organizar as finanças do negócio. Outros 22% ainda recorrem ao papel, enquanto 12% afirmam não fazer nenhum tipo de controle.
A separação entre as contas pessoais e empresariais também vem ganhando força: 60% dos entrevistados dizem ter contas bancárias distintas, e 25% tentam manter essa divisão, mas admitem dificuldades.
O Pix se consolidou como o principal meio de pagamento entre os microempreendedores: 72% preferem usá-lo nas transações com fornecedores, destacando praticidade, baixo custo e agilidade.
É muito positivo ver que a maioria dos MEIs já busca separar as finanças e utilizar a tecnologia para manter os gastos em ordem. Simplificar fluxos de organização e pagamento faz toda a diferença na gestão do pequeno negócio”, afirma Daniel Davanço, líder de Pagamentos e Serviços Financeiros para PMEs do Mercado Pago no Brasil.
Adimplência e novos hábitos digitais
A pesquisa mostra que 60% dos MEIs pagam a guia mensal do DAS em dia, mas 34% já atrasaram o pagamento “uma vez ou outra” e 7% admitem fazê-lo “com frequência”. “Manter as obrigações financeiras em dia é um desafio. O tempo do empreendedor é limitado e precisa ser dedicado à estratégia e crescimento do negócio. Fluxos muito burocráticos acabam sendo deixados para depois”, explica Davanço.
Com isso, cresce a busca por soluções que simplifiquem a rotina: 59% dos microempreendedores afirmam que usariam uma ferramenta que permitisse emitir e pagar o DAS diretamente pelo aplicativo do banco, com lembretes automáticos e pagamento no mesmo ambiente – recurso já disponível na Conta Negócio do Mercado Pago. “Com essa funcionalidade, o empreendedor pode emitir e pagar impostos em poucos cliques, acompanhar o fluxo financeiro e manter o controle do negócio em um único lugar”, completa o executivo.
Planejamento e reserva financeira
O estudo também mostra que 43% dos MEIs conseguem poupar ou investir parte do lucro regularmente, seja para comprar equipamentos, expandir o negócio ou formar uma reserva de emergência. Outros 29% tentam poupar, mas sem regularidade, e 23% afirmam não ter sobra financeira para isso.
“Guardar uma parte dos ganhos, mesmo que pequena, é essencial. Na Conta Negócio do Mercado Pago, o empreendedor pode automatizar esse processo com os Cofrinhos, que rendem até 115% do CDI e têm liquidez imediata. Pequenos valores fazem grande diferença no longo prazo”, conclui Davanço.
