Ecrãs OLED 30% mais baratos? O segredo está na “impressão”! — Leak

Ecrãs OLED 30% mais baratos? O segredo está na “impressão”! — Leak

O monitor OLED é hoje em dia um sonho, porque o aumento de qualidade é de facto quase inacreditável. Isto é ainda mais importante num portátil, porque além da qualidade de imagem e poupança da bateria, o produto consegue ficar muito mais leve e fino, o que é obviamente uma boa notícia para quem anda sempre com uma mala às costas.

O problema é… O preço costuma ser um autêntico soco no estômago. Mas, isso tem estado a melhorar, e ao que tudo indica vai melhorar ainda mais ao longo dos próximos meses/anos.

Afinal de contas, os dados mais recentes da Omdia indicam que estamos prestes a ver uma revolução nos custos de fabrico. O segredo? Deixar de lado os métodos tradicionais e passar a “imprimir” os ecrãs através de tecnologia Inkjet Printing (IJP).

O problema do método antigo: Desperdício e custos altos!

Atualmente, a maioria dos ecrãs OLED é feita através de um processo chamado Fine Metal Mask (FMM). É um sistema complexo onde o material é evaporado através de uma máscara metálica. O problema é que estas máscaras tendem a “ceder” com o peso, o que obriga os fabricantes a cortar o vidro ao meio para manter a precisão.

Este processo gera partículas indesejadas, reduz a eficiência e desperdiça uma área valiosa de vidro. É, no fundo, um método caro de manter e que limita a produção em massa de painéis maiores para portáteis.

Impressão a jato de tinta: Um corte de 35% nos custos!

A tecnologia de impressão (IJP) muda as regras do jogo. Ou seja, em vez de evaporar materiais, o sistema “imprime” os subpixéis vermelho, verde e azul diretamente no substrato.

As vantagens são claras:

  • Aproveitamento total: Permite usar folhas de vidro inteiras (Geração 8.6) sem precisar de as cortar ao meio.
  • Mais painéis por folha: Num substrato de Gen 8.6, é possível produzir 66 ecrãs de 16.3 polegadas, o que representa 10% mais painéis do que o método tradicional.
  • Menos manutenção: As máquinas de impressão são mais baratas de manter e operam com uma eficiência de material muito superior.

Segundo Charles Annis, analista da Omdia, isto pode reduzir os custos de produção entre 30% a 35%. Na prática, isto significa que um ecrã OLED impresso pode custar apenas dois terços do valor de um ecrã tradicional.

A realidade do mercado?

Embora esta tecnologia tenha enfrentado desafios no passado, nomeadamente na vida útil da “tinta” e na eficiência energética, tudo indica que os avanços recentes nos materiais e nos processos colocam a comercialização em massa mais perto do que nunca.

A minha visão? Ver o preço dos ecrãs OLED cair 30% é a notícia que faltava para que este tipo de painel deixe de ser um luxo de nicho e passe a ser a norma em todos os portáteis de gama média. Finalmente!

Autor

  • Sou criador do MdroidTech, especialista em tecnologia, aplicativos, jogos e tendências do mundo digital. Com anos de experiência testando dispositivos e softwares, compartilha análises, tutoriais e notícias para ajudar usuários a aproveitarem ao máximo seus aparelhos. Apaixonado por inovação, mantém o compromisso de entregar conteúdo original, confiável e fácil de entender