Os combustíveis estão caros, e pelo andar da carruagem, vão ficar absurdamente caros para todos. Especialmente para os Portugueses, que já estão habituados a apertar o cinto e a contar tostões como se a sua vida dependesse disso (porque… depende mesmo!).
Mas, apesar de ser algo completamente normal ver impostos altos em todos os membros da UE quando o assunto é combustíveis, a mais pura das realidade é que o preço da gasolina e do gasóleo é completamente desajustado à nossa realidade.
Os Portugueses recebem pouco dinheiro, e pagam o mesmo ou mais que outras regiões europeias.
Dito tudo isto, se metade do preço é imposto, quando as coisas ficam no caos, a solução parece óbvia… Baixar a carga fiscal. Certo?
Não exatamente.

Portugal não está sozinho (e isso muda tudo)
Se olharmos para dados europeus, percebemos rapidamente que:
- Portugal ronda os ~45% a 55% de carga fiscal
- Espanha anda perto dos ~40% a 50%
- Alemanha e França podem chegar aos ~55% ou mais
- Suíça fica mais baixa, nos ~35% a 40%
Ou seja, não estamos assim tão fora da média europeia como muitos pensam. Então porque é que dói mais cá? Porque recebemos menos do que todas as regiões mencionadas em cima, como já dissemos no início do artigo.
Mas há outro detalhe importante que raramente entra na conversa. Nem todos os impostos funcionam exatamente como percentagem. O ISP, por exemplo, é em grande parte fixo por litro, o que significa que continua a pesar bastante mesmo quando o preço base sobe ou desce.
Por isso, como a realidade é diferente, algo tem de ser feito para manter algum equilíbrio. Caso contrário, o caos é iminente.
No final do dia… qual é a solução?
Não há uma resposta simples. É um problema complicado, mas que tem de ser resolvido. Muito provavelmente de formas nunca antes utilizadas em Portugal.
Baixar impostos pode ajudar? Sim, pode. Mas também pode não resolver tudo, especialmente se o preço continuar a subir mais de 10 cêntimos todas as semanas. E isto é muito importante, porque é possível que os combustíveis cheguem aos 3€ por litro, caso a tensão internacional continue a escalar e o preço do petróleo acompanhe essa tendência.