Resident Evil é uma das franquias mais importantes da história dos videogames. A série, que completa 30 anos em 2026, acabou de receber um novo capítulo: RE: Requiem 9. O game rapidamente caiu nas graças de seus jogadores, e vem batendo uma série de recordes em relação a sua avaliação final. Alguns mais empolgados chegam a apontá-lo como o grande jogo do ano, mesmo sabendo que ainda há muita coisa para ser lançada.
Entretanto, por mais que a franquia seja uma das mais aclamadas, ela também teve os seus momentos de queda de popularidade, principalmente na reta final da sua segunda trilogia, mais precisamente nos capítulos 5 e 6. Mas, ao mesmo tempo, ela soube se superar, e surpreendeu o mundo positivamente com seus últimos três games.
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Diante disso, hoje o Voxel traz uma lista com todos os jogos numerais da franquia Resident Evil ranqueados de acordo com as suas respectivas notas no site Metacritic. Confira!
10. Resident Evil 6 (Nota: 67)
Resident Evil 6 tentou abraçar sua base de fãs com uma narrativa dividida em múltiplas campanhas. Elas eram interligadas e reuniam os principais personagens da franquia, como Leon, Chris e Ada. Já a história girava em torno de uma trama global sobre bioterrorismo, que se passava em diversas partes do mundo, abandonando de vez a ideia de uma trama centrada em um único local.
Como dito anteriormente, o game acabou sendo o pior da franquia. A principal crítica era do game ter deixado completamente de lado os seus elementos de sucesso, como o terror e os puzzles, para focar unicamente na ação. Para piorar, a trama é obsoleta e serve apenas como desculpa para apresentar os famosos personagens, que por sua vez tiveram atuações rasas diante de tantos elementos unidos em um único jogo.
9. Resident Evil 3 (Nota: 79)
Resident Evil 3 trouxe Jill Valentine tentando escapar de Raccoon City, enquanto era perseguida pelo implacável Nemesis, um inimigo que podia surgir a qualquer momento do game. O jogo trouxe ritmo mais acelerado, um sistema de esquiva e foco maior na ação em tempo real, mas sem perder estrutura baseada em exploração e puzzles.
E foi justamente este um dos principais motivos das críticas ao game. Além de poucos puzzles e uma exploração limitada, os frequentes combates com Nemesis acabam tornando o jogo repetitivo. Para completar, a sua duração é curta demais comparada a qualquer outro títulos da franquia.
8. Resident Evil 5 (Nota: 83)
Resident Evil 5 levou a franquia para uma ambientação na África, acompanhando Chris Redfield e Sheva Alomar em uma missão contra uma nova ameaça biológica. O título apostou no cooperativo online e local, com uma jogabilidade focada na ação em tempo real. Além disso, ele apresentou gráficos avançados para a geração, com destaque para um Chris exageradamente musculoso.
Embora o jogo tenha agradado bastante o seu formato cooperativo, com direito a divisão de puzzles e tarefas, ele também fugiu completamente dos elementos originais, como o terror. A trama também não agradou, assim como a protagonista Sheva Alomar, que sequer teve outras chances em jogos numerais da franquia.
7. Resident Evil Zero (Nota: 83)
Resident Evil Zero funciona como prelúdio da saga, mostrando Rebecca Chambers e Billy Coen enfrentando horrores em um trem e em instalações ligadas à Umbrella. O jogo manteve o sistema de câmeras fixas e a atmosfera densa, mas inovou ao eliminar os tradicionais baús de itens, exigindo gerenciamento estratégico de seus itens e armas ao longo de todo o jogo.
O game recebeu uma série de críticas, principalmente pela linearidade do jogo, e por apresentar uma ambientação que não condiz com o enredo proposto. Para completar, a química entre os personagens não foi muito bem recebida, tanto que ambos também nunca retornaram em um jogo numerado da série.
6. Resident Evil 8 Village (Nota: 84)
Resident Evil 8 Village traz mais uma vez Ethan Winters como protagonista, mas agora em uma vila europeia dominada por figuras grotescas e líderes excêntricos. Assim como seu antecessor, ele mistura terror e ação em primeira pessoa, em uma ambientação repleta de mistérios. Entretanto, agora há um mapa semiaberto que permite uma exploração mais livre do cenário.
O game recebeu foi muito bem aceito pelos seus fãs e outros jogadores, principalmente pelo clima de terror durante boa parte do jogo. Porém, ainda sim muitos acharam que ele “foge” da proposta ao longo da jornada, e conta com uma história que não foi muito bem aceita, principalmente pelo seu desfecho na reta final.
5. Resident Evil 7 Biohazard (Nota: 86)
Resident Evil 7 reinventou a franquia ao adotar uma perspectiva em primeira pessoa, junto a uma ambientação claustrofóbica na propriedade da família Baker. O foco voltou ao terror psicológico, com exploração em cenários limitados, recursos escassos, e uma narrativa aterrorizante. Além disso, ele também introduziu novos e antigos personagens, em uma história paralela, mas que mantém elementos que se interligam com o roteiro original.
O sétimo capítulo foi muito elogiado, principalmente por seus fãs. Com ele a série voltou aos holofotes, depois do fracasso de Resident Evil 6. Além disso, o foco no terror foi fundamental para que ela voltasse a ser uma referência no gênero, com um game que, para muitos, é o mais assustador de toda a franquia da Capcom.
4. Resident Evil 9 Requiem (89)
Resident Evil 9 Requiem dá continuidade à fase moderna da franquia, explorando consequências globais de crises bioterroristas e introduzindo uma nova protagonista, Grace, e marcando o retorno de Leon. O título traz uma inteligência artificial aprimorada, que permite inimigos mais imprevisíveis. Além disso, dentro do mesmo jogo é possível ter duas experiências, uma mais focada no terror e sobrevivência, e outra na ação, mais precisamente em RE 4.
Lançado recentemente, o game já se tornou um enorme sucesso, e suas notas deixam isso bem claro. Muitos dos elogios são tanto para os elementos nostálgicos do jogo, com direito a um retorno épico a Raccoon City, como para as inovações, como zumbis e outros inimigos mais inteligentes. Além disso, o visual do game o torna um dos mais belos já vistos para a atual geração de consoles e PCs.
3. Resident Evil (Nota: 91)
Resident Evil estabeleceu as bases do survival horror. Ele inovou ao colocar jogadores em uma mansão repleta de zumbis e outras criaturas, e de uma série de mistérios para serem solucionados. Com câmeras fixas, cenários pré-renderizados e forte ênfase em gerenciamento de recursos, ele criou uma experiência tensa e inovadora para a época, tornando-se o “pai” do gênero.
A sua nota reflete o quanto ele foi importante para a época, principalmente em um ano considerado um dos mais recheados de grandes títulos de toda a história. Além dos elogios em relação a sua parte técnica, ele também inovou ao apresentar uma série de desfechos ao longo da história que mudam o seu final.
2. Resident Evil 2 (Nota: 91)
Resident Evil 2 expandiu a fórmula original ao apresentar campanhas interligadas de Leon e Claire durante o colapso de Raccoon City. O jogo trouxe evolução gráfica, narrativa mais cinematográfica e uma maior variedade de inimigos, mantendo equilíbrio entre ação e tensão. Além disso, ele inovou ao possibilitar “continuar” um mesmo enredo com o personagem diferente daquele cuja campanha foi concluída.
A famosa frase “o que era bom ficou ainda melhor” é a que define Resident Evil 2. Além de aprimorar todos os elementos de sucesso que consagraram o primeiro jogo, ele soube inovar, e surpreender com cenários muito bem detalhados, e com uma trama que prende sus atenção do início ao fim.
1. Resident Evil 4 (Nota: 93)
Resident Evil 4 revolucionou a série ao adotar uma visão sobre o ombro do personagem, e em ter um foco maior na ação. A história mostra Leon em uma missão de resgate na Europa rural, onde seus moradores possuem um comportamento agressivo e escondem uma série de mistérios. O game modernizou os controles, e trouxe gráficos impressionantes para a época. Tudo sem perder a atmosfera tensa que marcou a franquia.
A estratégia ousada da Capcom em inovar a sua série poderia ter dado errado, mas acabou sendo um tiro certeiro. Por conta disso, o game é considerado para muitos o melhor da franquia, principalmente pela forma com que modernizou praticamente tudo, desde a sua jogabilidade até os seus elementos gráficos. O sucesso foi tanto que esse também é o capítulo que mais ganhou versões da série para diferentes plataformas de várias gerações.
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