A guerra contra a IPTV pirata continua a ganhar intensidade na Europa. Desta vez, uma operação coordenada conseguiu derrubar 15 sites ilegais que disponibilizavam servidores de IPTV usados por milhares de pessoas em vários países europeus. Os domínios foram desativados e os servidores bloqueados, deixando muitos utilizadores sem acesso aos serviços.
Mas será que isto muda realmente alguma coisa no mundo da pirataria?
15 plataformas de IPTV ilegal foram encerradas
Portanto, a operação foi coordenada por uma organização europeia de combate à pirataria, dedicada à proteção dos direitos de autor. O objetivo era claro: cortar o acesso a vários serviços que transmitiam canais de televisão, filmes, séries e eventos desportivos sem qualquer licença.
Entre os conteúdos mais populares estavam, como quase sempre, os jogos de futebol em direto. Bem como as corridas de F1 e os jogos da NBA. Como sempre, estes serviços vendiam acesso a milhares de canais por valores extremamente baixos quando comparados com os preços das plataformas legais.
A estratégia desta operação foi diferente?
Em vez de perseguir diretamente os operadores de cada serviço, as autoridades optaram por uma abordagem diferente.
Depois de identificados vários sites que promoviam pacotes de IPTV ilegal, alojados em diferentes fornecedores de alojamento web, e claro, depois de recolher provas de que estes domínios estavam a distribuir conteúdos protegidos por direitos de autor sem autorização, as autoridades notificaram os fornecedores.
Dito isto, assim que receberam a documentação, muitos desses serviços foram simplesmente retirados do ar pelos próprios fornecedores. Ou seja, em vez de fechar um serviço de cada vez, a operação conseguiu desligar vários domínios praticamente ao mesmo tempo.
Em alguns países, até os utilizadores são alvo.
A pressão contra a pirataria tem aumentado bastante em vários países europeus.
Em mercados como Itália e Grécia, por exemplo, a legislação já permite aplicar multas não apenas a quem distribui conteúdos ilegais, mas também a quem os consome através de serviços piratas.
Isto significa que, em alguns casos, os próprios utilizadores de IPTV podem acabar por enfrentar consequências legais.
Mas será que isto resolve o problema? É inegável que o nível está a subir.
Agora já não é a caça a quem distribuiu e a quem compra. Está num nível diferente. Até as apps que normalmente são legais, mas muito populares no mundo do IPTV Pirata estão a ser alvo das autoridades.
Claro que o fim da pirataria está longe de ser uma realidade, ainda assim, estas operações têm um objetivo claro: aumentar a pressão legal sobre quem opera este tipo de plataformas e tornar cada vez mais difícil manter estas infraestruturas ativas durante longos períodos.
