O Rio Open apresentado pela Claro terá mais um jovem brasileiro em quadra na edição de 2026. Aos 16 anos, o goiano Guto Miguel foi confirmado na chave principal do ATP 500 carioca após a desistência, por motivo de saúde, do francês Gael Monfils, que estava inscrito no torneio.
Com a novidade, o Brasil passa a contar com pelo menos quatro representantes garantidos na chave principal do único ATP 500 da América do Sul. João Fonseca, João Lucas Reis e Thiago Wild já estavam confirmados no evento, que será disputado entre os dias 16 e 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro.
Ascensão meteórica no circuito juvenil
Atual número 3 do ranking juvenil da ITF, Guto Miguel vive um dos melhores momentos de sua curta, porém promissora, carreira. Recentemente, o brasileiro conquistou os títulos de simples e duplas do J300 de Traralgon, na Austrália, e soma seis títulos de simples e três de duplas no circuito juvenil internacional.
Em 2025, chegou às semifinais do US Open juvenil e, já nesta temporada, alcançou as quartas de final do Australian Open da categoria. No ano anterior, foi campeão do J500 de Mérida, um dos torneios mais relevantes do circuito juvenil.
No profissional, Guto conquistou seu primeiro ponto no ranking da ATP em 2025 e já soma dois títulos de duplas em torneios ITF. O desempenho consistente chamou atenção no cenário internacional, tanto que o jovem treinou em duas oportunidades com Novak Djokovic durante o Aberto da Austrália deste ano.
Da vaga no quali à chave principal
Inicialmente, Guto Miguel havia recebido um wild card para a disputa do qualifying do Rio Open. No entanto, a saída de Monfils abriu espaço direto na chave principal, representando um passo significativo em sua transição para o circuito profissional.
“Estou muito feliz com essa oportunidade de entrar na chave principal do Rio Open. Viver isso em um ATP 500 e ainda tão novo é algo único. Agradeço ao Luiz Carvalho, à organização do torneio e à minha equipe, que tem feito um grande trabalho”, afirmou o tenista.
Igor Marcondes garante vaga no qualifying
Com a entrada de Guto na chave principal, a vaga que era do jovem no qualifying ficou com Igor Marcondes. Aos 28 anos, o paulista vive uma fase de recuperação e ascensão no circuito. Em 2025, chegou a cinco finais de simples em torneios ITF, conquistando três títulos, além de ter alcançado semifinais em Challengers.
No período, Marcondes subiu mais de 1.300 posições no ranking mundial, chegando ao 350º lugar, próximo de seu melhor ranking da carreira, o 258º. Nas duplas, soma oito títulos profissionais, incluindo o Challenger de Itajaí, conquistado no início desta temporada.
“Receber esse convite para o qualifying do Rio Open é especial demais. Nunca estive no torneio, nem como espectador. Depois de um ano de retomada, jogar um ATP 500 no Brasil é uma oportunidade única”, destacou Marcondes.
A visão do torneio
Segundo Luiz Carvalho, diretor do Rio Open, as decisões refletem a identidade do evento:
“O Guto já vinha sendo acompanhado de perto pela organização e havia recebido um convite para o qualifying. Com a desistência do Monfils, entendemos que era o momento ideal para dar esse passo a ele na chave principal. Ao mesmo tempo, o Igor Marcondes vive uma excelente fase e merece essa oportunidade no quali. Faz parte do DNA do Rio Open olhar para o presente e também para o futuro do tênis brasileiro.”
Desde sua criação, o Rio Open se consolidou como uma vitrine para jovens talentos em ascensão. Ao longo dos anos, o torneio abriu portas para nomes que hoje figuram entre a elite do tênis mundial, como Casper Ruud, Carlos Alcaraz, Felix Auger-Aliassime e, mais recentemente, João Fonseca. A entrada de Guto Miguel na chave principal de 2026 reforça esse compromisso e amplia a expectativa em torno de uma nova promessa do tênis brasileiro diante do público local, no maior palco do esporte na América do Sul.
