O Vasco deixou o gramado de São Januário com um sentimento amargo na noite desta quinta-feira (5). Após controlar grande parte da partida, criar inúmeras oportunidades e sair na frente do placar, o Cruz-Maltino sofreu o empate da Chapecoense nos minutos finais, em uma bela cobrança de falta, e não conseguiu transformar a superioridade em vitória.
O destaque da equipe carioca foi o colombiano Andrés Gómez, responsável pelo desequilíbrio ofensivo ao longo do jogo e peça-chave nas principais ações de ataque.
Primeiro tempo de domínio e desperdício
Empurrado pela torcida, o Vasco começou a partida em ritmo intenso e quase abriu o placar logo aos três minutos. Pumita Rodríguez recebeu pela direita e cruzou na área; Cuesta desviou e Lucas Piton apareceu livre, mas finalizou por cima.
Com uma postura claramente defensiva, a Chapecoense recuou suas linhas e apostou na compactação, aguardando erros do adversário. O Vasco teve posse e presença ofensiva nos minutos iniciais, mas encontrou dificuldades para furar o bloqueio catarinense.
Aos 12 minutos, Nuno Moreira fez grande jogada individual, aplicou uma caneta e rolou para Philippe Coutinho, que finalizou mal. Pouco depois, Andrés Gómez roubou a bola no campo ofensivo, avançou e chutou, mas sem força, facilitando a defesa.
A melhor chance veio aos 22 minutos: Coutinho recebeu pelo meio, passou pela marcação e deixou Brenner cara a cara com o goleiro Léo Vieira, que fez grande defesa. O Vasco seguiu pressionando e voltou a levar perigo aos 27, quando Nuno Moreira acionou Coutinho, exigindo nova intervenção do goleiro. No escanteio, Brenner apareceu na segunda trave e acertou a trave de cabeça.
Aos 33 minutos, após cruzamento na área, Piton tentou dominar e acabou ajeitando para Coutinho, que bateu de primeira, com desvio, para fora. O Vasco chegou a balançar as redes aos 40, mas o gol foi anulado por falta de Nuno Moreira no goleiro.
Já nos acréscimos, Coutinho cobrou falta com precisão, a bola desviou e acertou novamente a trave, simbolizando o roteiro do primeiro tempo: amplo domínio, muitas finalizações e nenhum gol.
Gol, pressão e castigo no fim
O panorama se manteve na segunda etapa, com ataque contra defesa. Logo aos 51 minutos, Piton cruzou na medida para Pumita Rodríguez, que finalizou em cima do goleiro.
A pressão, enfim, foi recompensada. Após afastamento parcial da defesa em cobrança de escanteio, Andrés Gómez cruzou com precisão e encontrou Pumita, que finalizou com categoria para abrir o placar.
Mesmo em vantagem, o Vasco seguiu criando chances para ampliar. Aos 60 minutos, após cobrança de falta, Pumita escorou para Brenner, que cabeceou na trave e, no rebote, parou em nova defesa de Léo Vieira. Aos 68, novamente Brenner recebeu cruzamento preciso de Piton, mas finalizou por cima.
Aos 70 minutos, o Vasco quase marcou um belo gol: Léo Vieira saiu mal do gol após lançamento, Coutinho ficou com a sobra e tentou encobrir o goleiro, mas um zagueiro da Chapecoense salvou em cima da linha.
Com o passar do tempo, a Chapecoense precisou se expor mais e passou a ocupar o campo ofensivo. O castigo veio aos 91 minutos, quando Jean Carlos cobrou falta com extrema precisão. Léo Jardim ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o empate.
O empate no fim deixou um gosto amargo para o Vasco, que foi superior, criou diversas oportunidades e esbarrou na própria ineficiência ofensiva. A Chapecoense, por sua vez, saiu de São Januário valorizando o resultado, conquistado fora de casa e com um gol de rara qualidade nos acréscimos.
O Cruz-Maltino agora busca ajustar a pontaria para transformar volume de jogo em vitórias, enquanto a equipe catarinense reforça sua competitividade mesmo atuando longe de seus domínios.