O e-commerce brasileiro inicia 2026 com perspectiva de crescimento, mas enfrenta desafios relacionados à rentabilidade. Segundo a Mordor Intelligence, o comércio eletrônico no país deve movimentar cerca de US$ 69,2 bilhões neste ano, impulsionado pela consolidação do Pix, pela expansão do Open Finance e pela aceleração dos fluxos de pagamento.
Apesar do avanço no volume de vendas, especialista alerta que margens estreitas, custos elevados de aquisição de clientes e maior dependência de sistemas financeiros integrados podem comprometer os resultados.
A ampliação do setor e a complexidade dos meios de pagamento tornam o acompanhamento financeiro mais relevante. Segundo Hugo Venda, pagamentos mais rápidos e jornadas de compra simplificadas aumentam o volume transacionado, mas exigem maior controle.
“Sem conciliação eficiente e análise de dados em tempo real, o crescimento do faturamento pode ocultar perdas operacionais, especialmente em um cenário de Custo de Aquisição de Clientes elevado e concorrência intensa”, afirma.
A atenção se intensifica com a integração entre Pix e Open Finance, regulamentada pelo Banco Central do Brasil, que ampliou o uso de iniciadores de transação, sobretudo em modelos recorrentes.
Embora esses fluxos reduzam etapas manuais, eles aumentam o volume de dados sensíveis e a complexidade das conciliações, exigindo maior integração entre gestão financeira, operação e meios de pagamento.
Projeções da Ebanx indicam que o Pix deve responder por cerca de 40% dos pagamentos online no país até o fim do ano.
Para Hugo Venda, o crescimento acelerado sem monitoramento adequado é um dos principais riscos do setor.
“Vender mais não significa necessariamente ganhar mais. Margens estreitas e custos não visíveis podem corroer o lucro antes mesmo de serem percebidos”, avalia. Ele observa que empresas sem integração entre gestão, operação e pagamentos tendem a ficar mais expostas a falhas, fraudes e decisões baseadas em dados incompletos.
O executivo aponta que a adoção de uma visão integrada pode reduzir esses riscos.
“Quando gestão, pagamento e análise de dados estão conectados, é possível identificar perdas, otimizar o fluxo de caixa e apoiar decisões estratégicas”, diz.
Segundo ele, ferramentas com monitoramento em tempo real ajudam empresas a ajustar campanhas, reduzir custos de aquisição e rever preços sem comprometer as margens.
Nesse contexto, a UnicoPag estruturou um ecossistema que reúne Unicodrop, UnicoPag e UnicoHub, com foco em previsibilidade financeira e eficiência operacional.
“A proposta é transformar crescimento em resultado sustentável, por meio do controle de custos, automação segura e leitura rápida dos dados financeiros”, conclui Venda.
