A poucos dias do Carnaval, bares e restaurantes do Estado do Rio de Janeiro se preparam para um período de aumento no movimento e no consumo. Pesquisa realizada pela Abrasel-RJ indica que 85% dos empresários do setor que pretendem abrir durante a folia esperam elevar o faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre os entrevistados, 22% projetam crescimento de até 5% nas vendas, enquanto 27% estimam alta de até 10%. Outros 18% acreditam em avanço de até 20%, e 15% esperam aumento de até 50%. Para 5% dos empresários, o crescimento pode ser ainda maior. Na outra ponta, 14% afirmam não esperar aumento no faturamento durante o período. O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 20 de janeiro.
Segundo o presidente da Abrasel-RJ, Maurício Costa, a expectativa positiva reflete a combinação entre o aumento do fluxo turístico e as condições típicas do verão.
“No momento em que 85% das empresas projetam vender mais durante a folia, há uma clara retomada da confiança do setor. Quase metade dos estabelecimentos prevê crescimento acima de dois dígitos, o que reforça a importância do Carnaval para a economia fluminense e para a geração de emprego e renda”, afirma.
Turismo reforça as expectativas
O cenário otimista também é sustentado por dados nacionais do turismo. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 14,48 bilhões em receitas no Brasil, crescimento de 3,8% em relação a 2025 e o maior volume desde o início da série histórica, em 2013. Bares e restaurantes aparecem como os principais responsáveis pela geração de receitas no período.
Outro fator apontado pela CNC é o aumento no número de turistas estrangeiros. A estimativa é de que cerca de 1,42 milhão de visitantes internacionais desembarquem no país durante o Carnaval, alta de 4% em comparação ao ano anterior.
Para o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, a presença desse público amplia o impacto econômico da festa.
“O turista costuma permanecer mais tempo nas cidades, consumir com maior frequência e circular por diferentes tipos de estabelecimentos em busca de experiências culturais. Isso faz com que os efeitos do Carnaval se estendam por mais dias e beneficiem um número maior de negócios”, avalia.
