O cinema brasileiro chega a 2026 em um momento de consagração e força criativa. O calendário de lançamentos é um dos mais robustos da história recente. De suspenses éticos baseados em best-sellers a superproduções de ação realistas, confira os filmes que vão dominar as telas:
Assalto à Brasileira (Dir. José Eduardo Belmonte)
Um dos filmes mais aguardados após ser ovacionado em festivais, o longa recria o histórico assalto ao Banestado em Londrina (1987), o maior do país em número de reféns. Murilo Benício (premiado como Melhor Ator em Brasília por este papel) vive um jornalista recém-demitido que fica preso no banco durante o roubo. O filme equilibra tensão policial com o “jeitinho brasileiro”, mostrando como a população da época, asfixiada pela crise econômica, passou a torcer pelos assaltantes. O elenco estelar inclui Christian Malheiros, Robson Nunes e Paulo Miklos.
Precisamos Falar (Dir. Rebeca Diniz e Pedro Waddington)
Baseado no best-seller internacional O Jantar, este suspense psicológico coloca Alexandre Nero e Marjorie Estiano em uma situação limite. A trama gira em torno de dois adolescentes envolvidos em um homicídio. Embora não tenham sido identificados pela polícia, seus pais os reconhecem nas imagens de segurança, desencadeando um embate moral devastador sobre até onde se vai para proteger um filho.
(Des)controle (Dir. Rosane Svartman e Carol Minêm)
Protagonizado por Carolina Dieckmann, o filme mergulha na vida de Kátia Klein, uma escritora de sucesso que sucumbe ao peso da sobrecarga moderna. Entre o bloqueio criativo, um casamento em crise e as demandas da maternidade, Kátia vê o hábito de “uma tacinha de vinho” evoluir para o alcoolismo severo. É um drama necessário, com toques de humor ácido, sobre a perda de controle e a busca por recuperação.
Os Corretores (Dir. Andrucha Waddington)
Um dos projetos mais aguardados por unir o talento de Fernanda Torres (que também assina o roteiro) e a direção de seu marido, Andrucha Waddington. Esta tragicomédia acompanha os desafios e as situações absurdas de um casal de corretores de imóveis, prometendo um olhar satírico e afiado sobre o mercado imobiliário e as relações humanas.
Velhos Bandidos (Dir. Cláudio Torres)
Um encontro de titãs: Fernanda Montenegro e Ary Fontoura vivem um casal de aposentados que decide sacudir a monotonia planejando um assalto a banco. O elenco ainda conta com Bruna Marquezine e Lázaro Ramos, misturando gerações em uma comédia policial cheia de ritmo.
Corrida dos Bichos (Dir. Fernando Meirelles)
Com um orçamento de blockbuster, o diretor de Cidade de Deus nos leva a um Rio de Janeiro futurista e distópico, onde o mar secou e a sociedade é movida por apostas em corridas ilegais. No elenco, nomes como Rodrigo Santoro e Isis Valverde dão vida a este projeto visualmente revolucionário.
Geni e o Zepelim (Dir. Anna Muylaert)
A música de Chico Buarque ganha as telas em uma adaptação lírica e política. O filme explora a hipocrisia social e a redenção, trazendo uma estética única para uma das histórias mais icônicas da cultura brasileira.
Cinco Tipos de Medo (Dir. Bruno Bini)
Ambientado em Cuiabá, este thriller conecta cinco vidas através de um crime. Com Xamã e Bella Campos, o filme utiliza uma narrativa ágil para explorar o medo urbano e a violência, sendo uma das grandes apostas do cinema de gênero este ano.
Zico, o Samurai de Quintino (Dir. João Wainer)
Um documentário épico que celebra a trajetória do maior ídolo do Flamengo, focando também em sua jornada pioneira no futebol japonês.
O “Efeito Oscar”
Vale lembrar que o início de 2026 está sendo dominado pela campanha de “O Agente Secreto”, que após vencer o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, colocou o Brasil novamente no centro do mapa cinematográfico mundial.
Isso deve impulsionar a bilheteria de outros títulos nacionais ao longo do ano, graças à nova regulamentação da Cota de Tela que garante mais espaço para nossas produções nos complexos de cinema.
