O Estádio Mário Filho, mais conhecido popularmente como Maracanã, viu nesta noite de quinta-feira (4) uma Seleção Brasileira um pouco diferente do que Ancelotti apresentou na primeira data FIFA.
Além dos desfalques de Neymar, Vinícius Jr. e Rodrygo, a ‘Amarelinha’ não demonstrou saudades de seus craques e arrancou aplausos e gritos de gol da torcida, que encheu o estádio, com mais de 57 mil pessoas presentes, quase 10 milhões de reais de renda e um show de pré-jogo animado com Ivete Sangalo comandando o ritmo da arquibancada.
Após um primeiro tempo pouco inspirado no meio-campo e um lado esquerdo pouco ativo, o Brasil conseguiu furar a barreira defensiva chilena e abriu o placar, após Estevão, o melhor jogador brasileiro na primeira etapa, que apenas completou com um voleio para o gol, após chute defendido de Raphinha. Nos acréscimos, o árbitro chegou a expulsar Maripan após falta em Wesley, mas o VAR chamou e o cartão vermelho foi cancelado, aplicando-se apenas o amarelo.
O Brasil voltou sem alterações na segunda etapa, esfriou o jogo e controlou a posse. Após algumas alterações, Ancelotti viu surgiu efeito Luiz Henrique e Paquetá, que orquestraram a jogada do segundo gol para a Seleção aos 72 minutos, após cruzamento do ponta encontrar a cabeça do meia. O retorno de Paquetá à Seleção, após ser absolvido no julgamento polêmico sobre o mercado financeiro, que cercou o extracampo do jogador nos últimos meses, não haveria um roteiro melhor para consolidar sua volta do que um gol aonde foi revelado.
Apenas 4 minutos separaram o segundo do terceiro gol, que novamente contou com bela tabela de Luiz Henrique, que driblou o zagueiro chileno e cavou por cima do goleiro, vendo a bola pegar no travessão e voltar na cabeça de Bruno Guimarães, que apenas empurrou para dentro das redes. Andrey Santos, Kaio Jorge e Richarlison também aproveitaram a oportunidade concedida pelo ‘mister’ e entraram em campo.
De fato, não foi um jogo super inspirado tecnicamente, mas Carlo Ancelotti já demonstra alguns pilares em seu trabalho, tais como a solidez defensiva, que se estabeleceu na dupla de zaga entre Marquinhos e Gabriel Magalhães, além da profundidade dos laterais, trazendo os pontas para o meio e os aproximando do camisa 10, tirando um pouco o centroavante da área e trazendo-o para jogar junto do triângulo meridional.
Claro, era um Chile sem seus principais rostos, com muitos jovens e já sem chances de classificação para o mundial, mas o dever de casa foi cumprido. Após homenagens aos campeões do mundo com a Seleção tomarem lugar no intervalo, torcedor voltou para casa satisfeito, criando expectativas para o próximo compromisso na terça-feira, contra a Bolívia, no dia 9, fora de casa. O Brasil terá como principal adversário a altitude, e Ancelotti pretende rodar o time, para dar mais chances a outros nomes convocados juntamente ao elenco.
Com 28 pontos, a Seleção agora ocupa a segunda posição na tabela das Eliminatórias, e se consolida como segundo melhor ataque da competição. Resta apenas 1 jogo para encerrar os compromissos oficiais, visando a Copa do Mundo, ano que vem. Com mais duas datas FIFA de amistosos, Carlo terá trabalho e curto prazo para preparar a Seleção em busca da tão sonhada sexta estrela.
