Asteroide pode atingir a Lua em 2032 e gerar riscos a satélites da Terra

Asteroide pode atingir a Lua em 2032 e gerar riscos a satélites da Terra

Cientistas monitoram o asteroide 2024 YR4, que apresenta cerca de 4% de probabilidade de colidir com a Lua em dezembro de 2032, segundo estimativas recentes. Embora a possibilidade de impacto direto com a Terra tenha sido descartada, especialistas alertam que uma colisão lunar ainda pode gerar efeitos indiretos no espaço próximo ao planeta.

De acordo com a NASA, existe aproximadamente 1% de chance de que o impacto na Lua provoque a ejeção de pequenos fragmentos rochosos em direção à órbita terrestre. Esses detritos poderiam representar riscos para satélites artificiais e, eventualmente, para astronautas em missões espaciais.

“Isso pode representar muitos riscos para os ativos em órbita da Terra”, afirmou o engenheiro aeroespacial Brent Barbee, da NASA, durante a reunião anual da União Geofísica Americana, realizada em dezembro.

Energia comparável a milhões de toneladas de TNT

Caso o asteroide atinja a superfície lunar, o impacto poderá liberar uma energia equivalente a cerca de 6 milhões de toneladas métricas de TNT, aproximadamente 400 vezes maior do que a energia liberada pela bomba atômica lançada sobre Hiroshima, no Japão.

O asteroide foi detectado em dezembro de 2024 e, inicialmente, chegou a apresentar uma probabilidade de até 3,1% de colisão com a Terra, índice registrado em fevereiro. Observações adicionais descartaram esse cenário, mas indicaram um leve aumento na chance de impacto com a Lua.

Impacto pode ser visível da Terra

Simulações indicam que há 86% de chance de o impacto ocorrer no lado da Lua voltado para a Terra. Nesse caso, o evento poderia produzir um clarão visível a olho nu, dependendo das condições atmosféricas e do local de observação.

O astrônomo Patrick King, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, explicou que regiões como o Havaí e o oeste dos Estados Unidos teriam condições favoráveis para observar o fenômeno, caso ele se confirme. A data estimada para a colisão é 22 de dezembro de 2032.

Monitoramento e possíveis estratégias

Os cientistas ainda não conhecem com precisão o tamanho e a massa do 2024 YR4, embora estimativas indiquem que ele tenha cerca de 60 metros de largura, equivalente ao tamanho de um prédio. Essa incerteza dificulta ações seguras para desvio do objeto.

Segundo Barbee, uma alternativa considerada mais viável seria fragmentar o asteroide intencionalmente, por meio de um impactor de alta velocidade ou até mesmo uma explosão nuclear controlada. Para reduzir riscos à Terra, a operação precisaria ocorrer pelo menos três meses antes de um eventual impacto lunar, permitindo que os detritos se dispersem no espaço.

Além disso, especialistas defendem o envio de uma missão de reconhecimento nos próximos anos para coletar dados mais precisos sobre o objeto.

Papel do Telescópio James Webb

O Telescópio Espacial James Webb deverá observar o asteroide em fevereiro de 2026, o que pode ajudar a descartar completamente a colisão ou elevar a probabilidade de impacto lunar para até 30%.

Caso essas observações não sejam possíveis, a comunidade científica poderá enfrentar decisões estratégicas com base em informações ainda limitadas. “Se houver alguma missão para o YR4, ela precisará começar seu desenvolvimento muito em breve”, alertou Barbee.

Fonte: sciencenews.org

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  • Gaby Souza é criador do MdroidTech, especialista em tecnologia, aplicativos, jogos e tendências do mundo digital. Com anos de experiência testando dispositivos e softwares, compartilha análises, tutoriais e notícias para ajudar usuários a aproveitarem ao máximo seus aparelhos. Apaixonado por inovação, mantém o compromisso de entregar conteúdo original, confiável e fácil de entender