A saída de Matheus Cunha, que assinou um pré-contrato com o Cruzeiro e deixará o clube após dezembro, fez o Flamengo intensificar a busca por um novo goleiro para a temporada de 2026. A diretoria já trabalha com alguns nomes e mantém Gabriel Brazão, do Santos, como principal alvo.
O interesse no goleiro de 25 anos não é recente. Ainda no meio de 2025, o Flamengo apresentou uma proposta, mas o Santos recusou e reiterou que não facilitaria qualquer negociação.
Para o clube paulista, Brazão é peça fundamental no elenco, especialmente durante a reta final do Campeonato Brasileiro, em que o time luta para evitar riscos maiores na tabela.
A situação se tornou ainda mais rígida após a diretoria santista reforçar publicamente que considera o jogador inegociável neste momento.
A multa rescisória para clubes brasileiros gira em torno de R$ 370 milhões e, para o mercado internacional, o valor é de aproximadamente 70 milhões de euros, o que impede qualquer possibilidade de liberação sem uma negociação direta.
Apesar disso, o Flamengo mantém o nome de Brazão na lista de prioridades. A avaliação interna é de que o goleiro reúne características ideais para disputar posição na próxima temporada e pode ser um investimento de médio e longo prazo.
O clube deve retomar as conversas apenas após o término do Brasileirão, quando o Santos poderá reavaliar seu planejamento financeiro e esportivo.
A postura do jogador também é cautelosa. Em entrevista recente, Brazão afirmou estar focado no Santos e preferiu não alimentar rumores, destacando que deixa qualquer decisão futura nas mãos da diretoria. Internamente, a permanência dele para 2026 ainda será debatida pelo clube paulista.
Caso o Santos siga irredutível, o Flamengo terá de explorar alternativas no mercado. O objetivo é chegar ao início da temporada com ao menos dois goleiros aptos ao rodízio de jogos, considerando a saída de Matheus Cunha e a possibilidade de reformulação no setor.
O desfecho da situação dependerá do cenário pós-Brasileirão. Até lá, a diretoria rubro-negra seguirá monitorando Brazão e observando o mercado, mas já considera que a negociação, se avançar, será complexa e exigirá forte articulação financeira.
