Um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), baseado em dados da Alelo, revela que o gasto médio dos trabalhadores que utilizam benefício refeição no horário de almoço (entre 11h e 15h) na cidade do Rio de Janeiro é de R$ 36,66.
Em um mês com 21 dias úteis, a despesa estimada chega a R$ 769,86 apenas com o almoço.
O estudo mostra uma disparidade significativa entre os bairros cariocas. Urca (R$ 60,87), Humaitá (R$ 51,87) e Leblon (R$ 50,63) registram os valores mais altos. No outro extremo, Complexo do Alemão (R$ 17,55), Catumbi (R$ 20,79) e Cidade de Deus (R$ 21,24) aparecem entre as regiões mais acessíveis para quem almoça fora usando o benefício.
A diferença entre a maior e a menor média — R$ 43,32 por refeição, o equivalente a 246,8% — pode representar até R$ 909,70 de variação mensal entre trabalhadores que atuam em áreas distintas da mesma cidade.
Para a Alelo, os dados evidenciam como a localização do trabalho influencia diretamente no orçamento diário.
“O custo do almoço muda muito de um bairro para outro, e isso afeta o poder de compra do trabalhador”, afirma Denis Almeida Vieira Jr., CTO da empresa. “Essas informações ajudam empresas a avaliar políticas de benefícios de forma mais alinhada às realidades locais.”
Principais dados do levantamento
Média geral da cidade
• R$ 36,66 por refeição
• Gasto mensal estimado: R$ 769,86 (21 dias úteis)
Bairros mais caros
• Urca – R$ 60,87
• Humaitá – R$ 51,87
• Leblon – R$ 50,63
Bairros mais baratos
• Complexo do Alemão – R$ 17,55
• Catumbi – R$ 20,79
• Cidade de Deus – R$ 21,24
Disparidade
• Diferença entre extremos: R$ 43,32 por refeição
• Impacto mensal: até R$ 909,70
Metodologia
O levantamento foi elaborado pela FIPE com base nas transações realizadas com o benefício refeição Alelo no horário de almoço (entre 11h e 15h), no município do Rio de Janeiro. Os dados consideram média dos últimos três meses e tomam como referência um mês com 21 dias úteis para estimar o gasto mensal.