O Google está prestes a fechar um dos acordos mais relevantes do ano no setor de inteligência artificial. A empresa negocia fornecer seus chips para os data centers da Meta a partir de 2027, além de uma possível migração parcial para o Google Cloud já em 2026, a fim de fortalecer ainda mais sua participação no mercado corporativo de IA.
A Meta, por sua vez, segue ampliando investimentos na área. Somente em 2025, a companhia deve destinar US$ 72 bilhões para infraestrutura e tecnologias de inteligência artificial — um volume que a coloca entre os maiores consumidores globais de hardware avançado.
Google tenta desafiar domínio da Nvidia
A negociação acontece em um cenário no qual a Nvidia mantém o posto de maior força da computação para IA, mas vê seus concorrentes se movimentarem com rapidez. A fim de entrar nessa disputa, o Google vem acelerando a entrega de chips a grandes players do mercado.
Além de negociar com a Meta, a empresa já firmou acordo para fornecer até 1 milhão de chips à Anthropic, uma das startups de IA mais valorizadas do mundo.
Executivos do Google Cloud estimam que a adoção de sua tecnologia por novos clientes pode render à companhia até 10% da receita anual da Nvidia, hoje na casa dos US$ 130 bilhões.
Reação do mercado
A possibilidade de um acordo entre Google e Meta repercutiu imediatamente em Wall Street.
As ações do Google subiram 4% após as tratativas se tornarem públicas, enquanto a Nvidia registrou queda de 3% no mesmo período.
Ainda mais simbólica foi a movimentação de Warren Buffett: o megainvestidor vendeu parte de sua posição em Nvidia e aumentou sua participação em Alphabet (GOOG) — gesto interpretado como um sinal de confiança no avanço do Google no setor.
Google deixa de ser “lanterna” e ganha força na corrida da IA
O novo momento da empresa reflete um conjunto de anúncios recentes, que incluem a boa recepção do Gemini 3, a expansão do Nano Banana Pro e a crescente competitividade de seus chips de IA.
Com essas iniciativas, parte do mercado já começa a enxergar o Google como um dos líderes do setor — e não mais como retardatário na corrida tecnológica.
A estratégia tem dado resultado: as ações do Google acumulam alta de quase 70% em 2025, aproximando a gigante da marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado.