Principais destaques:
- A fortuna de Larry Page salta para US$ 264,9 bilhões e o coloca como o segundo mais rico do mundo.
- A valorização de 75% nas ações da Alphabet impulsiona os cofundadores do Google para o topo do ranking da Forbes.
- O avanço da IA e os rumores de parceria com a Meta ampliam o domínio da Alphabet no setor tecnológico.
A ascensão impulsionada pela alta da Alphabet
Os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, conquistaram posições inéditas no ranking global de bilionários após a valorização histórica das ações da Alphabet.
De acordo com a lista em tempo real da Forbes, Page agora ocupa o segundo lugar, com um patrimônio estimado em US$ 264,9 bilhões, enquanto Brin aparece em quarto, acumulando US$ 245,6 bilhões.
O salto significativo é consequência direta da alta de 75% nas ações da Alphabet desde agosto. Em apenas dois dias de negociação, o valor combinado das fortunas dos dois aumentou em cerca de US$ 35 bilhões.
Essa ascensão empurrou Larry Ellison, da Oracle, e Jeff Bezos, da Amazon, para posições inferiores no ranking.
A inteligência artificial como motor da valorização
Grande parte dessa disparada se explica pelos últimos avanços da Alphabet em inteligência artificial.
O lançamento do modelo Gemini 3, em 18 de novembro, consolidou o Google como uma das empresas mais competitivas no campo da IA.
O sistema foi amplamente elogiado por especialistas do setor e rapidamente alcançou liderança em testes de desempenho. Marc Benioff, CEO da Salesforce, chegou a afirmar que “o mundo mudou novamente” após experimentá-lo.
Além disso, o site The Information revelou que a Meta estaria em negociações para adquirir bilhões de dólares em chips TPU (unidades de processamento tensorial) fabricados pelo Google.
Caso o acordo se concretize, a Alphabet passaria a disputar espaço mais próximo da Nvidia, fortalecendo sua presença no mercado de hardware de IA e abrindo novas frentes de receita.
O declínio da Oracle e o reposicionamento dos gigantes
Enquanto o Google sobe, a Oracle vive um momento de instabilidade. As ações da empresa caíram mais de 11% na última semana e acumulam queda de quase 30% ao longo do mês.
O endividamento de mais de US$ 100 bilhões e o receio de uma “bolha da IA” levaram muitos investidores a reduzirem exposição à empresa, impactando diretamente a fortuna de Ellison.
Jeff Bezos também perdeu posições, mesmo com a valorização recente das ações da Amazon. Seu patrimônio, atualmente em torno de US$ 241,5 bilhões, o coloca logo atrás de Sergey Brin. Na liderança segue Elon Musk, com US$ 476,4 bilhões.
Apesar de estarem afastados da rotina executiva da Alphabet, Page e Brin ainda detêm grande influência acionária. Juntos, controlam quase 88% das ações Classe B da empresa, que possuem poder de voto superior.
Brin, mais ativo em filantropia, doou cerca de US$ 700 milhões em ações neste ano para financiar pesquisas sobre a doença de Parkinson.
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