A cada segundo de cada dia, desde o momento em que nasceu, durante os últimos trinta anos, Truman Burbank tem sido a estrela involuntária da novela documental mais antiga e popular da história.
A cidade perfeita de Seahaven, que ele chama de lar, é na verdade um gigantesco estúdio cinematográfico. Os amigos e familiares de Truman, na verdade, são atores. Ele vive cada momento sob o olhar constante de milhares de câmeras de TV escondidas.
Porém, quando uma série de eventos o forçam a questionar o mundo ao redor dele, o drama embarca em uma busca para descobrir a verdade por trás de tudo.
Sobre o filme
Lançado em 1998, dirigido por Peter Weir, essa comédia dramática mantém um design de produção impecável. Dado que toda cidade ressoa uma sensação de artificialidade, mas com um certo traço de realismo ao capturar eventos de pontos de vistas ocultos.
Além disso, Jim Carrey, afastando-se de seus papéis estereotipados, surpreende positivamente a todos com seu denso desempenho dramático e equilibrado. O que resultou em uma ótima avaliação pela crítica e arrecadando 264,1 milhões de dólares nos cinemas
A crítica à cultura dos Reality Shows
Mesmo antes da popularidade dos Reality Shows nos anos 2000, O Show de Truman já previa e alertava sobre os perigos da exploração da privacidade em nome do entretenimento.
A obsessão dos telespectadores em acompanhar cada detalhe da vida de Truman reflete virtudes do mundo virtual, algo que vemos em programas como Big Brother, A Fazenda e tantos outros.
Além disso, o filme critica a forma como a mídia pode moldar percepções. Christof, interpretado por Ed Harris, representa a figura do produtor midiático que acredita saber o que é melhor para Truman, justificando seu controle com frases como:
“Nós aceitamos a realidade do mundo com a qual nos deparamos.”
Essa manipulação se reflete em nossa sociedade, onde redes sociais e programas de TV constroem versões distorcidas da realidade para prender a audiência.
Conclusão
É notável a influência do filme nos dias atuais, o que chegou até levantar questões filosóficas, por parte de espectadores, no sentido que tudo ao redor — as propagandas, as redes sociais, a política — controlam nossa própria narrativa.
Será que estamos vivendo de forma autêntica ou seguindo um roteiro por padrões sociais?