A Black Friday segue como o período mais movimentado do comércio eletrônico brasileiro, concentrando grande parte das vendas anuais e exigindo dos lojistas estratégias cada vez mais precisas.
Segundo a Pesquisa de Intenção de Compra, Black Friday 2025, realizada por Tray, Bling, Octadesk e Vindi, 31% dos consumidores pretendem comprar por marketplaces, reforçando a relevância dessas plataformas no varejo digital.
O desempenho de cada marketplace, no entanto, depende diretamente do perfil do público, da categoria do produto e da estratégia adotada pelas marcas.
Com estruturas logísticas, modelos de reputação, ferramentas de mídia e comportamento de consumo distintos, a escolha correta da plataforma pode definir o sucesso das vendas durante o pico promocional.
“Não existe um marketplace universal que funcione para todas as marcas. Cada plataforma tem características próprias que afetam vendas, visibilidade e logística. Avaliar público, categoria e recursos é essencial para definir a estratégia da Black Friday”, afirma Rodrigo Garcia, diretor-executivo da Petina Soluções, consultoria especializada em marketplaces e retail media.
A seguir, um panorama dos principais marketplaces do país e seus diferenciais estratégicos para novembro:
Mercado Livre (MeLi)
Líder em volume de transações no Brasil, o Mercado Livre atrai consumidores de diferentes perfis e se destaca pela integração com o Mercado Pago, que facilita pagamentos e amplia conversões.
O sistema de reputação tem impacto direto na visibilidade dos anúncios, enquanto o Mercado Envios fortalece a logística integrada.
“No Mercado Livre, reputação e logística caminham juntas. Avaliações positivas ampliam a exposição dos produtos e reforçam a confiança do consumidor”, explica Garcia.
Amazon
Conhecida pela eficiência logística, a Amazon oferece ao lojista o programa Fulfillment by Amazon (FBA), que assume armazenamento, embalagem e entrega.
A plataforma exige forte atenção ao SEO interno, já que o ranqueamento depende de palavras-chave e performance de vendas.
Com público atento a avaliações e forte concorrência internacional, a Amazon se destaca em categorias como eletrônicos, livros e utilidades domésticas.
“O desafio na Amazon não é apenas listar produtos, mas otimizar visibilidade com SEO e análise de concorrência”, orienta o especialista.
Shopee
Reconhecida por preços acessíveis e campanhas agressivas de marketing, a Shopee atrai consumidores sensíveis a descontos.
Com baixa barreira de entrada, o marketplace tem forte concorrência interna e demanda planejamento de estoque e logística em períodos de alto tráfego.
“Na Shopee, é essencial aproveitar campanhas e organizar estoque para acompanhar os picos de acesso”, afirma Rodrigo.
Magazine Luiza (Magalu)
O Magalu aposta na combinação de canais físicos e digitais, fortalecendo estratégias omnichannel, especialmente com pontos de retirada e devolução nas lojas da rede.
A plataforma mantém curadoria mais criteriosa e investe no Magalu Ads, ferramenta interna de publicidade com alto poder de segmentação.
“O diferencial do Magalu está na integração entre canais e na possibilidade de impulsionar produtos com mídia interna bem planejada”, completa Garcia.
Estratégia antes de alcance
À medida que a Black Friday se aproxima, especialistas reforçam que a decisão sobre onde vender não deve se basear apenas em audiência ou custos, mas sim no alinhamento entre público, categoria e recursos operacionais de cada negócio.
Compreender o comportamento do consumidor e explorar as ferramentas que cada marketplace oferece aumenta as chances de garantir vendas consistentes, margens equilibradas e operações mais eficientes durante o período mais competitivo do e-commerce nacional.
