O Brasil aparece entre as prioridades da Amazon nos investimentos globais de 2025. A empresa intensificou seu plano de expansão logística no país, adicionando mais de 100 novos centros de distribuição, uma média de dois por semana, com o objetivo de ampliar a capacidade de armazenamento, acelerar prazos de entrega e fortalecer o comércio eletrônico nacional.
Segundo Juliana Sztrajman, presidente da Amazon Brasil, a companhia mantém o foco em inovação e eficiência operacional.
“A Amazon foi construída com base na inovação e na excelência operacional, sempre buscando proporcionar melhores experiências aos clientes e investir no longo prazo. Nosso DNA nos permitiu crescer de forma sustentável, atentos às particularidades locais e preparados para continuar nesse ritmo”, afirmou.
Em 2024, a Amazon investiu mais de R$ 13,6 bilhões no país e pretende ampliar suas operações em 2025. Entre as ações recentes, a empresa reduziu taxas de programas de logística e anunciou a gratuidade do serviço Fulfillment by Amazon (FBA) até dezembro. Também foram ajustados custos nos programas Delivery by Amazon (DBA) e FBA Onsite, em uma estratégia voltada a reduzir despesas dos vendedores parceiros e ampliar o alcance de seus produtos dentro e fora do Brasil.
A companhia destaca ainda o papel da automação e da inteligência artificial, desenvolvidas por equipes locais, na expansão das operações brasileiras. Nos últimos seis anos, a rede cresceu de um para mais de 250 centros logísticos, com redução de 77% no tempo de implementação de novas unidades.
Nesse período, a seleção de produtos disponíveis passou de 1 milhão para 180 milhões de itens, sendo 30 milhões adicionados apenas em 2025, um aumento de 20% em relação ao início do ano.
De acordo com Sztrajman, o Brasil é considerado um mercado estratégico dentro das operações globais da Amazon. “Temos milhares de pessoas e tecnologia trabalhando em todo o país, o que reforça nossa visão de longo prazo para o mercado brasileiro”, disse.
Atualmente, a rede logística da Amazon atende 100% dos municípios e apoia mais de 100 mil vendedores parceiros.
O modelo de marketplace tem permitido que empreendedores de diferentes regiões alcancem novos públicos: 78% das vendas acontecem fora do estado de origem dos vendedores, o que demonstra o impacto da digitalização sobre os negócios locais.
“Além de acelerar entregas, buscamos promover um crescimento inclusivo que gera oportunidades para empreendedores e fortalece o comércio eletrônico nacional”, concluiu a executiva. A empresa afirma empregar cerca de 36 mil profissionais diretos e indiretos no Brasil e disponibilizar mais de 180 milhões de produtos aos consumidores.
