Ship of Heroes: Por que o jogo não é free-to-play com assinatura de $15/mês?

Ship of Heroes: Por que o jogo não é free-to-play com assinatura de /mês?

Ship of Heroes finalmente saiu, mas já causa surpresa pelo preço

Depois de quase uma década de desenvolvimento, Ship of Heroes foi lançado em 22 de setembro pela Heroic Games. O jogo indie de MMORPG de super-heróis queria ser a continuação espiritual do clássico free-to-play City of Heroes, mas acabou frustrando muita gente logo no lançamento.

O preço que pegou mal

O maior problema não é só a temática, as mecânicas ou falta de polimento — embora esses pontos também tenham críticas. O que incomoda mesmo é o preço: $60 pra começar, mais $15 de assinatura mensal.

Se vai cobrar assinatura, porque não fazer ela opcional como RuneScape e deixar o jogo base free-to-play? Com essa estratégia, o lançamento teria gerado mais curiosidade, mais gente jogando, e o jogo teria chance de se provar antes de cobrar.

O Steam Charts mostrou que no dia do lançamento o pico foi de apenas 89 jogadores, número bem baixo para o lançamento de um MMO. Um jogo com preço de entrada parecido com AAA e uma barreira alta assim acabou afastando a maior parte dos curiosos.

Justificativas e reações

A Heroic Games deve ter suas razões, claro. Desenvolver um MMO por quase 10 anos custa caro e eles precisavam garantir receita para manter servidores e continuar o desenvolvimento.

Mas cobrar $60 pra entrar e ainda assinar mensalmente parece desconectado do mercado atual. O time apostou na nostalgia de City of Heroes e na comunidade para vender essa ideia, mas a reação pra lá de negativa mostra que foi uma jogada arriscada demais.

Críticas técnicas e de gameplay

Nas primeiras avaliações, a maioria é negativa no Steam, com 33 resenhas “Mostly Negative”. Jogadores reclamam de bugs, animações travadas, falta de polimento e pouca variedade de missões e progressão rasa, deixando o jogo com sensação de inacabado.

Por outro lado, tem quem defenda o criador de personagens, elogiando a personalização, e o combate, que lembra City of Heroes e traz aquela nostalgia boa.

O erro fatal na estratégia comercial

É irônico como a comunidade que mais apoiaria o jogo estaria disposta a pagar voluntariamente por cosméticos, expansões e assinaturas opcionais. Um modelo free-to-play com microtransações justas e assinatura opcional teria criado boa vontade e receita constante.

Mas a barreira alta de preço afastou quase todo mundo, deixando o jogo preso atrás de um paywall que poucos querem atravessar.

Reflexão final

Depois de tanto tempo e esforço, Ship of Heroes tinha tudo para mostrar paixão da comunidade e persistência. Em vez disso, virou um alerta para lançar MMO caro demais e com proposta difícil de engajar.

  • Preço: $60 + $15 por mês
  • Desenvolvimento: quase 10 anos
  • Pico no lançamento: 89 jogadores no Steam
  • Gameplay: bugs e falta de polimento, mas bom criador de personagens

Autor

  • Gaby Souza é criador do MdroidTech, especialista em tecnologia, aplicativos, jogos e tendências do mundo digital. Com anos de experiência testando dispositivos e softwares, compartilha análises, tutoriais e notícias para ajudar usuários a aproveitarem ao máximo seus aparelhos. Apaixonado por inovação, mantém o compromisso de entregar conteúdo original, confiável e fácil de entender