Quem nunca se encantou com um celular topo de linha, que atire a primeira pedra. Teve uma época em que alguns celulares eram praticamente objetos de desejo. Bastava alguém aparecer com um deles na mão para chamar atenção no ônibus ou até no trabalho. Só que o tempo passou rápido, e muitos perderam seu brilho. A seguir, te conto 4 celulares que eram sonho de consumo mas que hoje não compensam mais.
01 – Galaxy S9 Plus
Dono de um design futurista e diferenciado, o Galaxy S9 Plus conquistou corações (inclusive o meu). O modelo foi um dos celulares mais desejados da Samsung. Tela curva, acabamento premium, som estéreo e um visual que parecia anos à frente da concorrência. Na época, ele realmente impressionava. O problema é que 2026 chegou.
Hoje, já não se acha ele novo e se achar, pode conter vários problemas de fábrica. Entre os principais, bateria desgastada, processador já limitado para apps pesados, falta de IA e ausência de atualizações importantes de segurança. Em muitos casos, quem compra um S9 Plus usado acaba precisando trocar bateria logo nos primeiros meses.
Outro fator que pesa contra é que inclusive celulares intermediários de 2025 ou 2026 já superam o aparelho. Só para citar um exemplo, o Galaxy A56, tem várias vantagens sobre o flagship antigo da marca como mais memória RAM, construção reforçada, bateria bem mais durável e longos anos de atualizações.
02 – Motorola Edge Plus
Quando a Motorola anunciou a linha Edge em 2020, ganhou muitos fãs, inclusive da própria Samsung. Um dos modelos em destaque na epoca foi o Motorola Edge Plus, que trouxe um design que até hoje ainda esbanja beleza. O visual chamava atenção pelas curvas extremas na tela, algo que virou assinatura da linha Edge.
Só que vários modelos antigos da família Edge Plus envelheceram de forma complicada. O aparelho sofreu inúmeras reclamações em fóruns na internet por apresentar problemas de mancha no display. Outro problema estava na bateria, que infelizmente já não acompanha mais o ritmo dos celulares atuais.
Outro ponto é que a Motorola costuma entregar menos tempo de atualização que rivais como Samsung e Apple. Resultado: aparelhos caros, mas que ficaram “parados no tempo” mais cedo do que muita gente esperava. Além disso, a velocidade de carregamento dele também é baixa para 2026.
03 – iPhone 12 Pro Max
A Apple é uma das líderes em termos de celular e o iPhone 12 Pro Max foi um grande marco para a empresa. Ele ainda é um celular bonito e poderoso em vários aspectos. O aparelho chamou bastante atenção na epoca por oferecer tela grande e câmeras de excelente qualidade.
Mas existe um detalhe importante: ele virou um aparelho difícil de justificar pelo preço atual no mercado de usados. A capacidade de bateria de apenas 3687 mAh virão um problema e certamente é bem abaixo do que a maioria das pessoas precisa para o uso diário.
Muita gente ainda pede valores altos por ele apenas por carregar o nome “Pro Max”. Só que, na prática, já existem modelos mais recentes que entregam bem mais e não custam tão mais caro. Além disso, alguns usuários começaram a relatar desgaste maior de bateria e perda de fluidez nas versões mais recentes do iOS, algo esperado para um aparelho lançado em 2020.
04 – Xiaomi 12
A Xiaomi sempre tentou conquistar os consumidores com tecnologias avançadas cobrando menos e o Xiaomi 12 fez sucesso. O aparelho chegou prometendo desempenho absurdo em um corpo compacto. O Snapdragon topo de linha fazia bonito em benchmarks, e o aparelho parecia um verdadeiro flagship acessível.
Só que ele acabou ficando marcado por um problema que muita gente lembra até hoje: aquecimento excessivo. O Snapdragon 8 Gen 1, apesar de excelente, esquentava demais e dava muitas dores de cabeça para quem usava o celular com uso intenso. E infelizmente, isso não se resolveu com atualizações.
Em uso intenso, o Xiaomi 12 frequentemente esquenta além do esperado, o que impacta bateria e estabilidade. Em jogos, gravação de vídeo e até no uso diário, muita gente percebe queda de desempenho depois de alguns minutos. Outro problema é que a autonomia nunca foi um ponto forte do aparelho. Em 2026, isso pesa ainda mais, principalmente quando celulares intermediários já conseguem entregar bateria para um dia inteiro sem sofrimento.