“O futuro não é um lugar para onde vamos. É um lugar que estamos construindo agora.” Com essa frase, o publicitário, especialista inovação e sócio-diretor da Unimark Comunicação, Walter Longo abriu uma das palestras mais marcantes do primeiro dia de RD Summit 2025, realizado em São Paulo.
Diante de 20 mil pessoas, ele abordou o impacto da inteligência artificial (IA) sobre o marketing, o comportamento humano e o futuro das relações entre pessoas e tecnologia.
Com o tema central voltado à inteligência artificial (IA), ele descreveu o momento atual como um verdadeiro divisor de águas, afirmando que não vivemos apenas “tempos de mudança”, mas sim “uma mudança de tempo”.
A inteligência artificial como tsunami
Longo iniciou sua apresentação traçando um paralelo entre a evolução tecnológica e ondas que chegam à praia da humanidade, a internet, as redes sociais e o metaverso. Segundo ele, a IA rompe esse padrão por sua abrangência, impacto e velocidade.
“A IA não é uma nova onda. É um tsunami”, afirmou.
O palestrante explicou que essa revolução atinge todos os setores simultaneamente e exige das pessoas uma nova postura: “aprender a surfar nesse tsunami”, aproveitando oportunidades e minimizando riscos.
Migração cognitiva e crise de atenção
Um dos conceitos centrais apresentados por Longo foi o de “migração cognitiva”. Para ele, a humanidade está atravessando uma mudança de território mental: “Não estamos apenas migrando de tecnologia, mas de forma de pensar e viver”.
O especialista alertou para a epidemia de distração provocada pelo excesso de estímulos digitais e ressaltou que a atenção se tornou o recurso mais escasso do século.
“Sem pausa, não há pensamento. Sem pensamento, não há profundidade. Sem profundidade, não existe humanidade.”
O marketing das frações
Ao abordar os impactos da IA no marketing, Walter Longo defendeu que o modelo de comunicação de massa perdeu força. O futuro, segundo ele, pertence ao marketing das frações, onde cada consumidor é compreendido de forma individual.
A IA, nesse sentido, representa a democratização da criatividade e da produção, permitindo que pequenas empresas e profissionais independentes tenham o mesmo poder de execução que grandes corporações.
“Em terra de algoritmos, quem tem coração é rei”, destacou, reforçando que emoção, empatia e autenticidade serão os maiores diferenciais competitivos.
Responsabilidade e humanidade ampliada
Longo afirmou que a IA não veio para substituir o ser humano, mas para ampliar suas capacidades. Ele defendeu a ideia de uma inteligência aumentada, onde tecnologia e emoção caminham juntas.
“A IA não veio tirar o emprego de ninguém — veio devolver nossa humanidade.”
O palestrante encerrou sua fala com uma reflexão sobre propósito e curiosidade: o futuro, segundo ele, será liderado por aqueles que mantiverem viva a vontade de aprender e se adaptar.
“O futuro não é um lugar para onde vamos. É um lugar que estamos construindo agora.”
Principais ideias destacadas por Walter Longo
- A IA representa uma mudança de era, não apenas uma nova tecnologia.
- A atenção humana é o recurso mais escasso da atualidade.
- Pequenas empresas podem competir de igual para igual com grandes marcas.
- O marketing de massa está dando lugar ao marketing personalizado.
- Emoção e empatia serão os verdadeiros diferenciais humanos.
- A IA deve ser vista como copiloto, não substituta.
- A curiosidade será o novo critério de liderança no mundo digital.
