O aumento das temperaturas e a rotina mais intensa típica do verão têm alterado o comportamento de consumo nas capitais brasileiras, e o reflexo é evidente no setor de lavanderias.
As operações de autoatendimento registram crescimento entre 25% e 30% nos meses de dezembro e janeiro, impulsionadas por férias escolares, viagens, festas de fim de ano e maior uso de roupas leves, que exigem higienização com mais frequência.
O movimento ocorre em meio à expansão do setor de serviços, que avançou 4,1% em setembro de 2025 na comparação anual. O dado reforça a tendência de que famílias urbanas terceirizem atividades domésticas para otimizar tempo justamente no período mais movimentado do calendário. Em dias de calor e alta umidade, a rotina doméstica também se torna menos eficiente, com maior tempo de secagem e pressão sobre a capacidade das máquinas residenciais.
Nas capitais, condomínios registram picos de consumo de água e aumento da circulação de moradores e visitantes, o que desloca parte da demanda para serviços profissionais.
“As pessoas viajam mais, recebem mais e lavam mais roupas, e isso cria uma demanda que extrapola a estrutura tradicional da casa. A lavanderia de ciclo rápido entra como solução prática e confiável”, afirma Isaelson Oliveira, CEO do Grupo Hi.
Esse comportamento sazonal abre espaço para o avanço de franquias de serviços essenciais. O setor de lavanderias tem se beneficiado da reorganização da vida urbana, marcada por apartamentos menores, maior tempo fora de casa e crescimento do trabalho híbrido — fatores que ampliam a busca por conveniência e previsibilidade.
No período de dezembro e janeiro, o tíquete médio aumenta devido ao maior volume de peças típicas do verão, como roupas esportivas, moda praia e roupas de festa, que demandam processos específicos e prazos reduzidos. O fluxo de viagens nacionais e internacionais também impulsiona o volume entregue às unidades antes e depois das férias.
Para 2026, a projeção do mercado é de continuidade desse padrão, com o verão atuando como indutor de crescimento para redes estruturadas e reforçando a relevância do modelo de franquias no atendimento à demanda urbana.
“O pico do verão não é apenas um efeito do calendário. Ele aponta para uma transformação mais profunda na forma como as pessoas lidam com o tempo. Franquias de serviços essenciais crescem justamente porque conseguem padronizar qualidade e velocidade em meses de maior pressão”, completa Isaelson.
Nesse cenário, modelos de operação que privilegiam autonomia, alta rotatividade e menor consumo de água ganham espaço entre consumidores que buscam rapidez e previsibilidade. A estrutura de autoatendimento utilizada pela Lavanderia 60 Minutos, baseada em ciclos rápidos e máquinas profissionais de alta eficiência, responde a essa demanda ao absorver os picos sazonais sem perda de velocidade ou capacidade operacional.
