Os smartwatches da Samsung já são uma poderosa linha de wearables, oferecendo muito mais do que a contagem básica de passos e o monitoramento da frequência cardíaca. Com o desenvolvimento contínuo, fica claro que a empresa pretende equipá-los com ainda mais ferramentas que salvam vidas. E talvez já tenhamos uma pista do que está por vir, que é a detecção precoce do mal de Alzheimer.
A doença de Alzheimer é um distúrbio cerebral progressivo e a principal causa de demência. É uma das doenças mais alarmantes que estão sendo estudadas atualmente, principalmente porque continua incurável e irreversível. É por isso que muitos pesquisadores se concentram na detecção precoce e na prevenção, na esperança de retardar a progressão dessa doença neurodegenerativa nos pacientes.
Uso de dados de smartphones e vestíveis disponíveis
Em uma publicação recente no seu blog, a Samsung anunciou que sua equipe de pesquisa desenvolveu um método inovador que pode detectar sinais precoces de Alzheimer e demência. Essa abordagem pode ser crucial para evitar que a doença se agrave em estágios mais sérios e fatais.
A tecnologia rastreia as alterações na função cognitiva usando a análise de biomarcadores digitais. Ela aproveita os dados já capturados por smartphones e smartwatches, como uso de aplicativos, velocidade de digitação, frequência de mensagens e chamadas, padrões de sono, características de voz e outros sinais comportamentais.

A Samsung diz que esses dados revelam “mudanças sutis na rotina com uma sensibilidade notavelmente alta”, tornando-os um modelo valioso para o monitoramento da saúde cognitiva.
A empresa também observa que esses biomarcadores demonstraram eficácia no rastreamento de alterações cognitivas associadas à doença de Alzheimer. De acordo com os sul-coreanos, os resultados são comparáveis aos exames de demência realizados em hospitais.
Quando esse recurso chegará?
É improvável que vejamos essa tecnologia implementada em breve nos smartphones Galaxy ou nos smartwatches. São necessários mais estudos para validar as descobertas e refinar os modelos. Mas, se ela se concretizar, poderá complementar os testes clínicos, alertando os usuários sobre os primeiros sinais de alerta.
O que é promissor é que esse método se baseia em fontes de dados comuns e não requer hardware avançado ou especializado. Ele também poderia se beneficiar da inteligência artificial, que já está instalada na maioria dos smartphones, para aumentar a precisão e a personalização.
No início deste ano, a Samsung introduziu novos recursos com o Galaxy Watch 8 (análise), como o índice antioxidante para medir a saúde celular e o rastreamento da carga vascular com base nos dados de frequência cardíaca, exercícios e sono. Essas adições mostram o foco crescente da empresa no bem-estar proativo.
O que você acha dos recursos promissores nos quais a Samsung está trabalhando?