SBC Summit Rio debate impacto da regulamentação das bets nos patrocínios esportivos

SBC Summit Rio debate impacto da regulamentação das bets nos patrocínios esportivos

A regulamentação das apostas esportivas no Brasil e seus efeitos no mercado de patrocínios foram temas centrais de um dos debates do SBC Summit Rio. Durante o painel “O Jogo Por Trás dos Patrocínios Esportivos”, especialistas analisaram como a nova legislação mudou a atuação das casas de apostas, ampliando estratégias de marketing e reforçando a preocupação com integridade e educação no setor.

Participaram do painel Ricardo Peixoto, Country Manager Brasil da Sofascore; Marcos Elias, responsável por Compliance, Marketing e Jogo Responsável da Flutter Brazil; André Megale, Diretor de Integridade e Governança da SIGA; e Fellipe Drommond, CEO e presidente da Liga Nacional de Futsal (LNF). A mediação foi feita por Murilo Lima, LATAM Partnership Director da OneFootball.

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Marcos Elias destacou que, quando as casas de apostas começaram a operar no Brasil, em 2018, fazia sentido que os investimentos em marketing estivessem concentrados principalmente no esporte. No entanto, com a criação da Lei nº 14.790/2023 e a regulamentação do setor, incluindo a entrada de cassinos e jogos totalmente online, o perfil do público passou a se diversificar.

Segundo ele, esse novo cenário levou os operadores a buscar outras formas de visibilidade além do universo esportivo.

“As empresas passaram a direcionar investimentos também para o entretenimento, com presença em eventos como o Carnaval e programas de grande audiência, como o Big Brother Brasil”, afirmou. A estratégia também tem sido adotada pela BetNacional, empresa representada por Elias.

A discussão também trouxe à tona a preocupação com a integridade das operações e a segurança dos apostadores. André Megale observou que as mudanças decorrentes da regulamentação trouxeram mais responsabilidade para as empresas, o que tem estimulado uma postura mais educativa por parte dos operadores.

Na visão de Fellipe Drommond, as empresas de apostas precisam investir na orientação de atletas sobre manipulação de resultados e suas consequências. Ele ressaltou que jogadores não podem manter cadastro em sites ou aplicativos de apostas, independentemente da modalidade ou da competição envolvida.

Representando os operadores, Ricardo Peixoto afirmou que diversas empresas têm investido em iniciativas educativas dentro das próprias plataformas, buscando conscientizar os usuários e fortalecer a confiança no mercado.

Ao final do painel, o mediador Murilo Lima levantou uma reflexão sobre como preservar a paixão do torcedor em um cenário em que cada lance do jogo pode se transformar em oportunidade de ganho ou perda financeira.

Os participantes concordaram que o comportamento do apostador brasileiro costuma misturar emoção e análise. Segundo Peixoto, muitos usuários realizam duas apostas: uma baseada em estudo e racionalidade e outra guiada pela paixão pelo time, geralmente com baixa probabilidade de acontecer.

Autor

  • Gaby Souza é criador do MdroidTech, especialista em tecnologia, aplicativos, jogos e tendências do mundo digital. Com anos de experiência testando dispositivos e softwares, compartilha análises, tutoriais e notícias para ajudar usuários a aproveitarem ao máximo seus aparelhos. Apaixonado por inovação, mantém o compromisso de entregar conteúdo original, confiável e fácil de entender