Durante sua participação no RD Summit 2025, Samantha Almeida, diretora de marketing da TV Globo, destacou como a televisão brasileira vive um novo momento de diálogo com as redes sociais e com o mercado publicitário.
Segundo ela, o caso Maria de Fátima, personagem de Vale Tudo, é um exemplo emblemático de como o conteúdo televisivo se retroalimenta e se reinventa no ambiente digital.
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Samantha lembrou que, no passado, o público comentava os capítulos de novelas nas ruas e no trabalho. Hoje, essas conversas acontecem em tempo real nas redes sociais e isso amplia o alcance e a vida útil dos conteúdos.
“A novela Vale Tudo voltou a ser pauta nacional, mesmo entre pessoas que nunca assistiram à versão original. Isso mostra como a TV e as redes sociais se alimentam mutuamente. A televisão ensina dramaturgia às redes, e as redes devolvem novas linguagens para a TV”, explicou.
Para a executiva, essa dinâmica representa uma nova forma de consumo, em que o público não apenas assiste, mas participa e comenta. “As pessoas querem fazer parte da narrativa. Falar sobre não é falar com. Elas querem amar, odiar, opinar e se sentir parte da história”, afirmou.
Samantha também revelou que a Globo aposta em formatos voltados para esse comportamento. O projeto da “primeira novelinha” feita exclusivamente para as redes sociais, estrelada por Jade Picon, é um exemplo dessa estratégia: roteiros curtos, ganchos, cortes rápidos e conteúdo complementar desenhado para o ambiente digital.
Publicidade integrada à narrativa
Além da relação entre TV e redes, Samantha destacou o papel do mercado publicitário nesse novo ecossistema. Para ela, o Big Brother Brasil simboliza a evolução dessa integração. “As marcas se tornaram parte do jogo, da história e até das emoções do público.
Hoje, o BBB é referência mundial de como integrar marcas sem interromper a experiência do espectador”, afirmou.
Ela ressaltou que essa transformação só foi possível graças à criatividade do mercado publicitário brasileiro e à disposição do público para interagir com os produtos de forma natural. “O brasileiro é um dos públicos mais engajados do mundo. Ele ama, odeia, comenta e compartilha. Essa energia cria um ambiente fértil para a inovação em conteúdo e publicidade”, completou.
Uma televisão viva e em diálogo constante
Ao final, Samantha reforçou que o papel da Globo é continuar sendo um espaço de cultura e conversa pública, onde a televisão e o digital coexistem.
“O que fazemos é construir pontes entre marcas, conteúdos e pessoas. O bom conteúdo é aquele que provoca, emociona e gera diálogo. E, quando isso acontece, nasce um fenômeno cultural”, concluiu.
