Quase metade dos microempreendedores individuais (MEIs) brasileiros demonstra interesse em ampliar seus negócios e se tornar uma micro ou pequena empresa.
É o que revela a pesquisa Sondagem Econômica do MEI, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).
De acordo com o levantamento, 25% dos MEIs afirmam ter interesse em mudar o porte da empresa, enquanto 20,5% dizem cogitar essa possibilidade, indicando uma tendência de crescimento entre os pequenos negócios formalizados no país.
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, os dados reforçam a importância do modelo do microempreendedor individual como porta de entrada para a formalização e o desenvolvimento de negócios no Brasil.
“Isso comprova o espírito empreendedor do brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante a criação de políticas públicas que incentivem o empreendedorismo. O MEI confere cidadania empreendedora às pessoas que decidem apostar no seu sonho e nunca desistem”, afirmou.
Segundo ele, é fundamental garantir que essa transição para um negócio maior aconteça de forma segura. “É importante assegurar uma transição segura, e esse também é o papel do Estado que acreditamos”, acrescentou.
Fatores que incentivam o crescimento
Entre os microempreendedores que consideram a mudança de porte, alguns fatores são apontados como determinantes para essa decisão. O principal deles é o aumento das vendas, citado por 43% dos entrevistados.
Outros motivos destacados são:
- Acesso a linhas de crédito maiores — 35%
- Possibilidade de atender mais clientes — 29%
- Acesso a novas oportunidades de mercado — 17%
Parte dos MEIs prefere manter o modelo atual
Apesar da intenção de crescimento entre parte dos empreendedores, 34% dos MEIs afirmam não ter interesse em mudar o porte do negócio.
Entre os principais motivos estão o fato de que o modelo atual já atende às necessidades da empresa, citado por 46% dos entrevistados. Outros fatores mencionados são o entendimento de que o negócio ainda é pequeno para crescer (40%) e o receio de pagar mais impostos (18%).
Os dados indicam que, embora muitos microempreendedores desejem expandir suas atividades, ainda existem desafios e preocupações que influenciam a decisão de dar o próximo passo no desenvolvimento do negócio.
