No segundo ciclo de atuação, o Projeto Negócio Raiz reconheceu oito microempreendedores do Norte e Nordeste pela relevância de seus negócios e pelo impacto na sociobioeconomia, após uma jornada de aceleração, formação e mentoria individual.
A iniciativa é promovida pela Aliança Empreendedora, com suporte da Youth Business International (YBI) e financiamento da Standard Chartered Foundation, dentro do programa global Futuremakers, que apoia o fortalecimento econômico de jovens entre 18 e 35 anos.
O projeto nasce em um cenário no qual as regiões Norte e Nordeste concentram 25% dos donos de negócio do país, segundo o Atlas dos Pequenos Negócios 2025, do Sebrae.
O estudo também aponta crescimento da participação de jovens empreendedores, reforçando a importância de iniciativas que ofereçam capacitação, aceleração e investimento para quem empreende nesses territórios.
O Negócio Raiz tem foco nos microempreendedores que atuam com a sociobioeconomia, modelo que promove geração de renda baseada no uso responsável da biodiversidade, valorização cultural e fortalecimento comunitário.
Desenvolvido em duas etapas, o projeto oferece formação online e presencial, mentoria, aceleração e apoio financeiro. No Ciclo 2, realizado ao longo de 2025, foram formadas 18 turmas iniciais, sendo nove virtuais e nove presenciais, com atividades no Pará — em Ananindeua, Belém, Marituba e Moju — e na Bahia, em Salvador e Sobradinho, beneficiando mais de mil participantes.
Ao todo, 136 empreendedores avançaram para a fase de aceleração e oito foram selecionados como destaques por desempenho, inovação e impacto.
Os nomes reconhecidos foram Ananda Kirtana, Céu Benedito, Cristiane Alves Neves, Flávia Amorim, José Bruno Silva Sacramento, Ricardo Pires, Raphael Nobre e Wendele do Nascimento Azevedo.
Eles participaram de uma imersão em Brasília entre 9 e 12 de dezembro, com atividades de formação, encontros com referências da sociobioeconomia e apresentação de políticas de apoio ao empreendedorismo. Cada um recebeu R$ 3 mil em capital semente para investir no próprio negócio.
Para Germana Cruz, CEO e Head de Instituições Financeiras do Standard Chartered Bank Brasil, o projeto reforça o compromisso de investir em pessoas e fortalecer ecossistemas locais. Já Lina Useche, cofundadora e Head de Relações Institucionais da Aliança Empreendedora, destacou a importância da continuidade e evolução do programa para consolidar resultados de longo prazo e ampliar o impacto nas comunidades.
Os empreendedores reconhecidos representam diferentes áreas de atuação, como moda sustentável, artesanato, economia criativa, alimentação regional, produtos naturais e plataformas de valorização da arte e da cultura local. Entre eles estão iniciativas que utilizam insumos amazônicos, reaproveitam materiais, preservam saberes tradicionais e ampliam a renda de famílias e redes produtivas.
O Projeto Negócio Raiz abrirá inscrições para o Ciclo 3 em fevereiro, com novas turmas presenciais e online. As informações estarão disponíveis em negocioraiz.org.br, a fim de que mais jovens empreendedores tenham acesso à formação, mentoria e oportunidades de desenvolvimento.