A desorganização financeira é hoje uma das principais causas de estresse, ansiedade e noites mal dormidas para milhões de brasileiros. Dados do SPC Brasil (julho de 2025) revelam que 71,37 milhões de pessoas estão com o nome negativado, o equivalente a 42,9% da população adulta.
Nesse cenário, planejar as finanças vai muito além de lidar com números: é uma estratégia essencial para garantir segurança, reduzir preocupações e melhorar a qualidade de vida.
A qualidade do sono, por sua vez, é um fator determinante para a saúde e o bem-estar, mas milhões de pessoas no mundo enfrentam dificuldades para dormir.
Um levantamento recente da ResMed, com 36 mil pessoas em 17 países, revelou que a falta de sono é um problema global, motivado por diferentes fatores. No cenário mundial, as principais causas de noites mal dormidas foram ansiedade (36%), insônia (25%), problemas respiratórios (15%) e obesidade (13%). No recorte brasileiro, os vilões do sono são ainda mais expressivos: 60% dos entrevistados apontaram a ansiedade e 39% citaram a preocupação com as finanças.
“Quando a pessoa tem clareza sobre seu orçamento, metas e reservas financeiras, ela sente mais segurança e reduz a sensação de incerteza sobre o futuro. Esse alívio reflete em noites mais tranquilas e qualidade de vida”, explica André Bobek, especialista em planejamento financeiro e fundador da Mhydas Planejamento Financeiro.
Para a consultoria, planejamento financeiro vai muito além de cortar gastos ou poupar: envolve educação, acompanhamento especializado e estratégias personalizadas para cada perfil.
“Nosso objetivo é ajudar as pessoas a transformarem suas finanças em um caminho para o bem-estar. Uma vida financeiramente organizada significa menos estresse e mais energia para investir em sonhos pessoais e familiares”, complementa Bobek.
O desemprego também é um fator que dificulta a estabilidade financeira de milhões de brasileiros. Somado a isso, ainda segundo o SPC, 46% dos casais no país brigam por questões financeiras, sendo o desequilíbrio econômico uma das principais causas de divórcio.
“Muitos ainda cometem o que se chama ‘suicídio financeiro’, ou seja, erros que podem arruinar suas finanças por falta de informação e educação financeira. Decisões impensadas, como gastar sem um orçamento definido, não construir um fundo de emergência ou investir sem o conhecimento necessário, são alguns dos principais erros que observamos. A verdade é que ninguém pode prever o futuro, mas todos podemos nos preparar para ele. É essencial ter controle financeiro, poupar com sabedoria e estudar antes de investir, porque a saúde mental também passa pela saúde financeira”, reforça Bobek.
Segundo o especialista, aprender a lidar com o próprio dinheiro vai muito além de organizar o orçamento: é uma forma de proteger a saúde emocional e evitar os impactos negativos de uma vida financeira instável.
“Na Mhydas, trabalhamos a educação financeira como um dos pilares para melhorar a qualidade de vida. Quanto mais clareza e controle sobre as finanças, mais espaço sobra para focar em outras áreas da vida, livres do peso da insegurança financeira. E esse processo precisa começar cedo, já que muitos jovens se endividam justamente por não ter esse conhecimento”, destaca.
Quando uma pessoa tem controle sobre seu dinheiro e se planeja para o futuro, ela constrói uma rede de segurança emocional que reduz o estresse e a ansiedade causados pela incerteza financeira. “Os investimentos devem ser encarados como um compromisso, tão importante quanto qualquer despesa, e é preciso desmistificar a ideia de que é preciso sobrar dinheiro para investir”, finaliza.
