O mercado de brinquedos inteligentes deve saltar de US$ 2,6 bilhões para US$ 9,7 bilhões nos próximos 10 anos, impulsionado sobretudo pelos dispositivos com inteligência artificial “sem tela”, que ganham força entre pais preocupados com o excesso de tempo das crianças diante de celulares e tablets.
Esse movimento atende a uma preocupação crescente dos pais: reduzir o tempo de seus filhos em frente às telas. Para isso, surgem alternativas capazes de interagir, responder comandos e estimular a criatividade.
- A Stickerbox, por exemplo fabrica um dispositivo com inteligência artificial generativa que imprime adesivos com base em comandos de voz.
- A Anki, fabricante de robôs educacionais, produz o Cozmo, um amiguinho mecânico em miniatura que ensina crianças a programar.
Muitos desses brinquedos oferecem diversão inofensiva ou benefícios educacionais, embora levantem algumas questões sobre privacidade e coleta de dados, mas outros são um pouco mais preocupantes.
Como o que?
A Curio fabrica uma linha de chatbots de pelúcia que conseguem aprender a personalidade das crianças, contar piadas e ter conversas privadas… tudo gravado, transcrito e enviado aos pais.
Os pais podem então moldar a futura comunicação entre o brinquedo e a criança, potencialmente transformando o bichinho de pelúcia favorito do filho em um dispositivo de controle mental fofinho.
Para alguns, isso é demais, incluindo uma repórter do New York Times que acabou removendo a caixa de voz do seu brinquedo Curio.
Outros brinquedos com suporte de inteligência artificial apresentam problemas ainda mais absurdos.
Em última análise, esses dispositivos oferecem uma solução conveniente para o tempo excessivo gasto em frente às telas, mas levantam a questão: “Esses brinquedos são realmente melhores para as crianças?”
Por enquanto, a resposta parece ser: “Quem sabe? Vamos ver mais deles, aconteça o que acontecer.”
Fonte: The Hustler
