A Ipiranga passou a utilizar um sistema próprio de previsão de demanda e vendas, chamado Atena, para apoiar decisões operacionais e estratégicas da companhia.
Desenvolvida pela equipe interna de Ciência de Dados, a tecnologia analisa grandes volumes de informações e, segundo a empresa, gerou em 2024 ganhos médios equivalentes a R$ 94,8 milhões por mês em volume, a partir do aumento da precisão das previsões.
O Atena cruza dados históricos de consumo com variáveis sazonais, macroeconômicas e agrícolas, permitindo estimar quanto combustível será demandado, em quais regiões e em que período. As projeções são utilizadas em processos como planejamento de vendas e operações (S&OP), planejamento estratégico e elaboração do orçamento.
Entre as características do sistema está a capacidade de incorporar fatores pontuais que afetam o consumo, como feriados e alterações tributárias. Atualmente, o Atena opera com mais de 380 modelos ativos, que buscam reduzir incertezas e alinhar diferentes áreas da empresa a partir de um mesmo conjunto de previsões.
Segundo Priscila Falcão, diretora de Inteligência de Mercado e Tendências da Ipiranga, o uso da ferramenta reflete a incorporação da tecnologia aos processos decisórios da companhia.
“Quando a tecnologia passa a integrar a estratégia, ela influencia a forma de planejar e operar. O Atena foi desenvolvido internamente e hoje apoia decisões relevantes para a empresa”, afirmou.
Em 2024, o sistema alcançou um erro médio (WMAPE) de 1,8% nas previsões de um mês à frente e de 3,3% nas projeções para quatro meses, índices que, segundo a empresa, superam os modelos tradicionalmente utilizados no mercado.
O desempenho levou o Atena a ser apontado como um diferencial no planejamento da distribuição de combustíveis em um setor marcado por variações frequentes de demanda.
Reconhecimento internacional
Neste ano, o Atena foi selecionado como um dos cinco finalistas de uma competição global promovida pelo International Institute of Forecasters (IIF). O projeto foi o único de uma empresa brasileira entre os finalistas e foi apresentado na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
Na disputa, a iniciativa da Ipiranga concorreu com projetos de empresas como Maersk, Hewlett-Packard, OpenGrid Europe e Wayfair, voltados à aplicação de métodos avançados de previsão em diferentes setores da economia.
