A ferramenta de vídeos por IA Sora, criada pela OpenAI, virou o novo centro de polêmicas entre fãs e profissionais da indústria japonesa. Em apenas uma semana de lançamento, o sistema passou a ser usado para criar cenas inspiradas em animes e games populares, como Dragon Ball Z, One Piece e Attack on Titan, reacendendo o debate sobre direitos autorais e uso indevido de propriedade intelectual.
I tested the AI model Sora 2 on classic anime, the result is hardly believable…
I can already see the hundreds of fanmades and parodies that are going to come out! Sora 2 is definitely a new step in AI anime.. pic.twitter.com/npWkSJjjML
— Naegiko (@naegiko) September 30, 2025
Assim como o ChatGPT, o Sora transforma descrições em texto em vídeos realistas com incrível precisão. Contudo, a ausência de restrições eficazes permitiu que usuários recriassem personagens e cenários protegidos por copyright, o que levantou críticas severas. Um dos exemplos mais comentados mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, cortando um Pikachu realista, cena que viralizou e gerou indignação entre os fãs da Nintendo.
Além disso, enquanto gigantes como Disney e Marvel parecem contar com bloqueios automáticos dentro da plataforma, as criações japonesas seguem vulneráveis. Esse desequilíbrio fez o político japonês Akihisa Shiozaki convocar uma reunião de emergência para discutir medidas de proteção à cultura nacional. Segundo ele, há risco de que tecnologias como Sora estejam “acabando a cultura japonesa”.
Altman admitiu o problema e prometeu permitir que detentores de direitos autorais tenham controle granular sobre o uso de suas obras. Contudo, o executivo não detalhou prazos nem métodos concretos. Por outro lado, a Nintendo reafirmou que continuará tomando medidas legais contra qualquer uso não autorizado, independentemente de envolver inteligência artificial ou não.
Dessa forma, a discussão sobre os limites éticos e legais da IA no entretenimento continua a crescer — e o Japão parece estar na linha de frente dessa nova batalha.
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