A inteligência artificial se consolidou em 2025 como um dos principais vetores de transformação no setor de tecnologia, ampliando sua presença nas estratégias corporativas e acelerando a adoção de modelos voltados à escala e à sustentabilidade dos negócios.
A avaliação é de Sandra Vaz, presidente da Red Hat no Brasil, que aponta um cenário de amadurecimento da tecnologia para os próximos anos.
“A inteligência artificial deixou de ser apenas uma promessa e passou a ocupar um papel central nas decisões estratégicas das empresas”, afirma a executiva.
Segundo ela, o avanço da IA em 2025 impulsionou não apenas novas soluções tecnológicas, mas também mudanças estruturais na forma como as organizações lidam com inovação.
“Ela impulsionou não apenas novas tecnologias, como pequenos modelos de linguagem, agentes de IA e avanços em segurança quântica, mas também reforçou a importância de bases estruturais sólidas para a inovação.”
De acordo com Sandra Vaz, o chamado “hype” em torno da inteligência artificial teve impacto direto na retomada de temas considerados fundamentais para o crescimento sustentável das empresas. Entre eles estão arquiteturas de nuvem híbrida, automação, protocolos abertos e modelos de negócios baseados em inovação aberta.
Impactos na gestão e no mercado de trabalho
O avanço da IA também influenciou áreas como recrutamento, contratação e gestão de talentos. Em um cenário de rápidas transformações e demanda por novas competências, lideranças passaram a reavaliar modelos tradicionais de trabalho.
“As empresas precisam abandonar estruturas rígidas e adotar culturas baseadas em colaboração, experimentação e decisões orientadas por dados”, destaca Sandra Vaz. Segundo ela, esse movimento exige engajamento direto da alta liderança. “Esse processo começa no nível executivo e precisa ser disseminado para toda a organização.”
Uso prático da IA entra em foco
Com a ampliação do uso da inteligência artificial, a Red Hat anunciou, em 2025, uma nova versão de sua principal plataforma voltada à tecnologia. A proposta, segundo a empresa, é apoiar organizações que buscam avançar da fase de experimentação para aplicações práticas da IA, com foco em resultados operacionais.
A solução permite executar e distribuir aplicações de inteligência artificial em diferentes ambientes, como data centers, nuvem e estruturas multicloud. Além disso, reúne agentes de IA e ferramentas em um único ambiente, facilitando a adoção da tecnologia no dia a dia das operações.
“O Red Hat AI combina o Red Hat AI Inference Server, o Red Hat Enterprise Linux AI e o Red Hat OpenShift AI, criando uma base robusta para que cada organização possa construir, treinar e escalar seus modelos de acordo com sua cultura, suas necessidades e sua realidade tecnológica”, explica a presidente da Red Hat Brasil.
Expectativas para 2026
Para 2026, a expectativa é de um uso mais sofisticado da inteligência artificial, com a tecnologia avançando além dos modelos generativos e passando a operar por meio de sistemas multiagentes e modelos de linguagem especializados, voltados a setores específicos da economia.
Além disso, a IA deve ampliar sua presença em áreas como robótica, drones e sensores inteligentes, com níveis crescentes de autonomia e impacto direto nas operações empresariais.
Um estudo recente do Gartner reforça essa perspectiva ao apontar três grandes temas para o próximo ano: arquitetura, síntese e vanguarda. O relatório destaca a importância de bases digitais seguras e escaláveis, da orquestração de tecnologias para geração de valor e do fortalecimento da governança e da segurança.
Novos critérios de avaliação
Esse cenário também deve alterar a forma como os projetos de inteligência artificial são avaliados pelas empresas. “Em 2026, eficiência operacional continuará sendo importante, mas não será mais suficiente”, ressalta Sandra Vaz. Segundo a executiva, será necessário medir com mais rigor o impacto estratégico da tecnologia.
“As empresas precisarão medir o impacto estratégico da inteligência artificial e ser extremamente criteriosas na escolha dos dados utilizados, porque decisões ruins custam caro”, afirma.
Inovação aberta
Nesse contexto, a Red Hat mantém a aposta em modelos de inovação aberta como estratégia para apoiar a implementação e a escalabilidade da inteligência artificial nas organizações. A abordagem, segundo a empresa, busca oferecer maior flexibilidade tecnológica e permitir a adoção de diferentes modelos conforme as necessidades de cada negócio.
“A inovação aberta ajuda executivos a antecipar desafios, tomar decisões mais rápidas e criar diferenciais competitivos reais em um mercado cada vez mais orientado por dados e inteligência”, conclui Sandra Vaz.
