Governo pede suspensão da venda online de insumos usados para falsificar bebidas

Governo pede suspensão da venda online de insumos usados para falsificar bebidas

Por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o governo federal determinou às plataformas de comércio eletrônico a suspensão da venda de produtos que podem ser utilizados na adulteração de bebidas destiladas, na quarta-feira (8). A medida foi motivada pelos casos recentes de intoxicação por metanol.

O órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) também recomendou a revisão dos anúncios de bebidas destiladas à venda na internet. O objetivo é impedir a comercialização de produtos que não tenham procedência comprovada, rotulagem ou registro oficial, reforçando a segurança dos consumidores.

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Garrafas estão entre os itens que a Senacon recomendou suspender as vendas pelas internet. (Imagem: adamkaz/Getty Images)

Quais produtos devem ter a venda suspensa?

De acordo com o pedido da Senacon, a suspensão temporária deve incluir itens como tampas, lacres, selos e garrafas não colecionáveis, entre outros. A justificativa é que tais insumos podem ser usados na falsificação de cachaça, vodca, gin e as demais bebidas destiladas.

  • A notificação solicitando a paralisação das vendas desses produtos foi enviada ao Mercado Livre, Shopee, Amazon Brasil, Casas Bahia e Magazine Luiza;
  • Carrefour, Americanas, Zé Delivery e Enjoei também receberam a comunicação, como informou o órgão;
  • No documento foi solicitado, ainda, que essas plataformas de e-commerce revisem, com urgência, todos os mecanismos internos de controle e verificação dos anúncios de bebidas e insumos relacionados a elas;
  • A ideia é retirar de circulação os anúncios suspeitos de bebidas que não comprovem a procedência.

Inicialmente, a Secretaria havia determinado a suspensão da venda das bebidas no comércio eletrônicos. Porém, a solicitação foi atualizada momentos depois, com a entidade passando a recomendar, sem obrigatoriedade, a interrupção dos envios de tais produtos.

“A medida, de caráter não obrigatório, segue o exemplo adotado pelo Mercado Livre e tem como objetivo garantir que os marketplaces possam apurar a regularidade dos vendedores e dos produtos anunciados. A Senacon reitera, entretanto, a legalidade da comercialização online de bebidas destiladas de procedência regular”, explicou, em comunicado.

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A medida teve como motivação os casos de intoxicação por metanol em bebidas destiladas. (Imagem: axelbueckert/Getty Images)

Venda de bebidas adulteradas pode resultar em punições

A Secretaria também ressaltou a responsabilidade direta das plataformas de comércio eletrônico na proteção da saúde da população e na origem dos produtos. Dessa forma, elas precisam assegurar que as bebidas comercializadas sejam originais e produzidas a partir de métodos que seguem todas as normas.

Para evitar problemas, o órgão orienta a adoção de sistemas mais rigorosos de verificação da procedência desses produtos, bem como mecanismos de rastreabilidade que apontem, com clareza, a origem deles. A responsabilidade inclui, ainda, a atuação de forma preventiva em relação aos anúncios irregulares.

Vender bebidas falsificadas ou adulteradas é uma infração grave, como destaca a Senacon, podendo resultar em punições administrativas, multas e processos criminais. A entidade também lembra que tais práticas colocam em risco a vida das pessoas, causando intoxicações graves e até mortes, como registrado recentemente.

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Autor

  • Gaby Souza é criador do MdroidTech, especialista em tecnologia, aplicativos, jogos e tendências do mundo digital. Com anos de experiência testando dispositivos e softwares, compartilha análises, tutoriais e notícias para ajudar usuários a aproveitarem ao máximo seus aparelhos. Apaixonado por inovação, mantém o compromisso de entregar conteúdo original, confiável e fácil de entender