No dia em que completou 130 anos, o Flamengo inaugurou neste sábado (15/11) a exposição a céu aberto Muros da Gávea – Ser Flamengo, que ocupa 274 metros do muro da sede social, na ligação Lagoa–Barra. O projeto transforma o espaço em um grande painel de memória, identidade e cultura rubro-negra.
Idealizada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, a iniciativa foi desenvolvida pelo Patrimônio Histórico do clube em parceria com o coletivo Negro Muro. Seis artistas foram convidados para reinterpretar personagens, símbolos e momentos marcantes da trajetória rubro-negra.
A intervenção reúne obras que celebram desde o urubu — representado na xilogravura Mística, de Mateu Velasco — até a força da torcida, retratada no mural Nação, de Gugie Cavalcanti.
O Flamengo também resgata elementos culturais como o funk, a dança e figuras históricas, como Érica Lopes, Ary Barroso e Leônidas da Silva, homenageados pelo Negro Muro em Ele vibra, ele é fibra.
Outro destaque é O manto e a fé rubro-negra, de Dolores Esos, que conecta o Manto Sagrado à narração lendária de Apolinho no gol de Petkovic em 2001. Já Acme apresenta Galinho de Quintino, Buck e a Maior do Mundo, colocando Zico no centro da obra e exaltando também o remo — origem do clube.
Encerrando o percurso, o mural O Alvorecer Magnético, de Bruno Big, revisita os primeiros anos do Flamengo, destacando o remo como pilar histórico e símbolo da identidade rubro-negra.
A exposição, aberta ao público, transforma a paisagem da Gávea e reafirma o papel cultural e social do Flamengo na cidade do Rio de Janeiro.