O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, começa no dia 23 de março e segue até 29 de maio. A cada ano, erros no preenchimento continuam entre os principais fatores que levam contribuintes à malha fina.
Em 2024, cerca de 1,4 milhão de declarações ficaram retidas, segundo dados da Receita Federal. A maioria dos casos foi causada por inconsistências em informações de rendimentos, deduções e dados de dependentes.
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De acordo com a tributarista Maynara Fogaça, especialista em gestão tributária, grande parte desses problemas poderia ser evitada com organização e atenção durante o preenchimento.
“A malha fina não está ligada apenas a grandes omissões. Pequenos erros de digitação, divergências entre fontes pagadoras e deduções mal comprovadas já são suficientes para gerar retenção”, afirma.
Segundo a especialista, o avanço no cruzamento de dados pela Receita Federal tornou o processo mais rigoroso. Informações declaradas são comparadas automaticamente com dados de empresas, bancos e instituições financeiras.
“Hoje, a Receita trabalha com tecnologia e dados em tempo real, o que aumenta a capacidade de identificar inconsistências rapidamente”, explica.
Principais erros que levam à malha fina
A especialista lista alguns dos erros mais comuns cometidos pelos contribuintes:
- Falta de organização da documentação: ausência de informes de rendimentos, recibos médicos e comprovantes de despesas pode gerar omissões ou preenchimento incorreto.
- Divergência com fontes pagadoras: valores informados diferentes dos registrados por empresas e bancos.
- Erros em despesas médicas: inclusão de gastos não dedutíveis ou sem comprovação.
- Informações incompletas de dependentes: omissão de rendimentos vinculados aos dependentes.
- Duplicidade de dados: lançamento repetido de despesas ou inclusão de dependentes em mais de uma declaração.
- Falta de revisão: erros de digitação, valores incorretos ou campos não preenchidos.
- Declaração sem apoio técnico em casos complexos: contribuintes com múltiplas rendas ou investimentos podem enfrentar maior risco de inconsistências.
A tributarista ressalta que cair na malha fina não significa necessariamente irregularidade grave, mas pode gerar atrasos na restituição e exigência de comprovação documental.
“Evitar a malha fina é uma questão de organização e atenção. Com os cuidados adequados, é possível reduzir riscos e garantir uma declaração correta”, conclui.
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