O co-criador do Facebook, Eduardo Saverin, manteve pelo segundo ano consecutivo a liderança na lista dos brasileiros mais ricos, compilada pela Forbes e divulgada em agosto de 2025. Sua fortuna foi estimada em R$ 227 bilhões, o que representa um expressivo crescimento de 45,5 % em relação a 2024.
A 13ª edição da lista identificou 300 pessoas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão. Entre elas, 240 são homens, com fortuna conjunta acima de R$ 1,6 trilhão, e 60 são mulheres, cujo patrimônio totaliza R$ 343,7 bilhões.
Vicky Safra e família aparecem como a única representante feminina entre os dez mais ricos, ocupando a segunda posição, com R$ 120,5 bilhões, o que corresponde a um aumento de 9,4 % em relação ao ano anterior.
A maioria dos bilionários brasileiros (56,33 %) registrou crescimento de patrimônio entre 2024 e 2025, ainda que 20,6 % tenham visto sua riqueza encolher e apenas um tenha permanecido estável. Neste ano, 31 brasileiros ascenderam à condição de bilionários pela primeira vez.
A seguir, os dez brasileiros mais ricos em 2025, segundo a Forbes:
- Eduardo Saverin – R$ 227 bilhões (+45,5 %)
- Vicky Safra e família – R$ 120,5 bilhões (+9,4 %)
- Jorge Paulo Lemann – R$ 88 bilhões (-4,2 %)
- André Santos Esteves – R$ 51 bilhões (+56 %)
- Fernando Roberto Moreira Salles – R$ 40,2 bilhões (+4,5 %)
- Carlos Alberto da Veiga Sicupira – R$ 39,1 bilhões (-20,8 %)
- Pedro Moreira Salles – R$ 38 bilhões (+5,1 %)
- Miguel Gellert Krigsner – R$ 34,2 bilhões (+19,2 %)
- Alexandre Behring da Costa – R$ 31 bilhões (-11,1 %)
- Jorge Neval Moll Filho – R$ 30,4 bilhões (+119,1 %)
Eduardo Saverin, de 43 anos, reside em Singapura desde 2012 e concentra seus investimentos em startups, por meio de sua empresa de venture capital. Já Vicky Safra e seus quatro filhos herdaram a fortuna do banqueiro Joseph Safra, falecido em dezembro de 2020, e lideram a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que atua nas áreas da saúde, educação e artes.
Jorge Paulo Lemann, com 85 anos, segue controlando a AB Inbev e possui investimentos em outras empresas globais. Apesar disso, sua fortuna recuou 4,2 % em relação ao ano anterior. Em contrapartida, André Esteves registrou a maior alta do ranking, ampliando sua fortuna em 56 %, impulsionado pelo desempenho recorde do BTG Pactual.
Entre os dez primeiros colocados, Carlos Sicupira foi o que mais perdeu patrimônio, com queda de 20,8 %, diante de cenários adversos como o da Americanas, mas ainda conta com participação na AB Inbev. Já Jorge Moll Filho aparece com impressionante crescimento de 119,1 % em seu patrimônio, impulsionado pelo sucesso da Rede D’Or, maior grupo hospitalar do Brasil.
A lista evidencia um cenário de concentração de riqueza, com apenas uma mulher entre os dez mais ricos do país. Dos 300 brasileiros bilionários em 2025, a diversidade de gênero ainda é limitada, apesar do crescimento consistente dos setores financeiro, de cosméticos e de saúde.
