A indústria de mangás no Japão enfrenta um alerta sério. Kazuaki Ishibashi, editor por trás de sucessos como Mob Psycho 100 e The World Only God Knows, publicou uma coluna sobre a nova geração de editores. Segundo ele, muitos candidatos têm currículo impecável, boa comunicação, porém carecem do essencial: paixão real por mangá.
De acordo com Ishibashi, vários aspirantes a editores de mangá sequer leem as obras com frequência. Em vez disso, consomem resumos em redes sociais e acreditam compreender o meio. Assim, a formação técnica substituiu a vivência cultural. Portanto, o problema não é idade, mas falta de repertório.


Além disso, o editor critica a motivação atual. Antes, o desejo era viver o mangá. Hoje, muitos dizem apenas querer “gerenciar uma IP”. Dessa forma, o foco migra do conteúdo para o negócio. Contudo, sem leitura intensa, o editor perde senso crítico.
Enquanto isso, algoritmos digitais limitam descobertas e reduzem o contato com obras diversas. Por fim, Ishibashi resume com dureza: editores de mangá que não lê é como um produtor musical que não escuta música. Assim, a criatividade e a orientação aos autores ficam comprometidas.
Para mais novidades o universo dos animes online e lançamentos da temporada, confira também nossas seções de notícias de animes e mangás.