Comprar um carro usado está a mudar, e não é para melhor

Comprar um carro usado está a mudar, e não é para melhor

A era dos carros elétricos está a mudar tudo, e nem sempre para melhor.

Eventualmente, a grande maioria dos veículos no mercado será 100% elétrica ou híbrida plug-in. É inevitável. Mas o que muitos ainda não perceberam é que esta transição vai mexer profundamente com o mercado de usados, e não propriamente de forma positiva.

Isto é especialmente verdade em mercados como o nosso. Afinal de contas, em Portugal, onde comprar um carro novo é um luxo que poucos se podem permitir, o mercado de segunda mão é rei.

Mas, nos elétricos, a bateria é o novo motor, e é também o componente mais caro e mais sensível ao tempo.

Um usado já não é o que era. Não é o mesmo carro que foi comprado quando novo.

Claro que um carro usado não é igual a um carro novo. Mas, a realidade é que quando compras um carro elétrico em segunda mão, já não estás a receber o mesmo desempenho que o dono anterior teve.

A bateria, mesmo que bem tratada, perde capacidade ao longo dos anos. Tal e qual como o teu telemóvel, por mais cuidado que tenhas e seguranças que uses. Se o carro saiu do stand com 100% de autonomia útil, passados 50 mil ou 100 mil kms de uso,é provável que a bateria já só ofereça 90%, ou menos, de capacidade total.

Isto muda tudo. Um carro usado deixa de ser uma “pechincha com alma”, para passar a ser um veículo com menos potencial, menos autonomia e menos valor intrínseco. É um desgaste invisível, mas que tem impacto direto na experiência e, claro, no preço.

Não é que seja um mau carro, mas antigamente compravas um carro usado, e muitas vezes, tinhas o mesmo exato carro que tinha saído do stand. A mesma performance, conforto e resiliência.

As marcas vão ter de se adaptar

Esta nova realidade vai obrigar os construtores a criarem sistemas de certificação de baterias, algo que ainda é uma selva. Afinal de contas, sem um padrão claro, o comprador não tem forma de saber se o carro que está a adquirir tem uma bateria saudável ou uma bomba-relógio prestes a falhar.

Tal como hoje existe um histórico de manutenção, vai ter de passar a existir um “passaporte de bateria”, com dados reais sobre capacidade, ciclos de carga e temperatura média de operação. Só assim se poderá restabelecer alguma confiança neste novo mercado de usados.

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Autor

  • Gaby Souza é criador do MdroidTech, especialista em tecnologia, aplicativos, jogos e tendências do mundo digital. Com anos de experiência testando dispositivos e softwares, compartilha análises, tutoriais e notícias para ajudar usuários a aproveitarem ao máximo seus aparelhos. Apaixonado por inovação, mantém o compromisso de entregar conteúdo original, confiável e fácil de entender