A renovação de contrato entre Carlo Ancelotti e a Seleção Brasileira está muito bem encaminhada até 2030. Segundo informações do ge, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o treinador italiano avançaram significativamente nas negociações, e o novo vínculo pode garantir ao técnico um ciclo completo visando a Copa do Mundo de 2030.
Ancelotti retorna de férias no exterior nesta sexta-feira (23), e a expectativa interna é de que o novo contrato seja assinado no início de fevereiro, nas primeiras semanas do mês. O acordo daria ao treinador estabilidade e tempo para estruturar o projeto da Seleção a longo prazo.
Negociação avançada e aval do treinador
As conversas tiveram início no fim de outubro e ganharam força no encerramento de 2025, após o aval do italiano aos termos apresentados pela CBF. Com o “ok” de ambas as partes, a formalização do novo vínculo depende apenas de ajustes burocráticos, atualmente em discussão no departamento jurídico da entidade, envolvendo cláusulas e detalhes contratuais.
Internamente, a avaliação é de que a permanência de Ancelotti representa continuidade e solidez para o projeto da Seleção, especialmente após os primeiros meses de trabalho considerados positivos.
Salário, bônus e satisfação pessoal
Ancelotti já figura como o técnico de seleção mais bem pago do mundo. Caso conquiste a Copa do Mundo de 2026, o contrato prevê a ativação de uma cláusula de bônus no valor de 5 milhões de euros. Somado ao salário anual de 10 milhões de euros, o montante chegaria a 15 milhões de euros.
Além do aspecto financeiro, o treinador demonstra satisfação com a atual dinâmica de trabalho. O modelo adotado pela CBF permite que Ancelotti concilie a rotina profissional com a vida familiar, dividida entre o Rio de Janeiro e o Canadá. Aos 66 anos, o italiano nunca escondeu o desejo de permanecer no cargo e classificou as tratativas como “naturais e consensuais”.
Confiança da CBF e estabilidade no cargo
A CBF também assegurou que, independentemente do desempenho na Copa do Mundo de 2026, Ancelotti seguirá no comando da Seleção. A ideia é garantir estabilidade e dar tempo ao treinador para desenvolver o elenco com mais profundidade.
Antes do amistoso contra a Tunísia, o técnico chegou a brincar sobre a renovação em entrevista coletiva:
“A verdade é que o contrato antes do Mundial é mais barato e depois pode ser muito mais caro.”
Ancelotti assumiu a Seleção Brasileira em maio de 2025 com a missão de resgatar a confiança e a competitividade do time.
Até o momento, os números indicam impacto imediato: em oito jogos, foram quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, com 14 gols marcados e apenas cinco sofridos. A avaliação interna é de que o italiano recolocou a Seleção “nos trilhos”, elevou as expectativas para 2026 e fortaleceu o projeto visando o futuro.
