Nesta sexta-feira (10), a CAIXA Econômica Federal participou do anúncio de um robusto pacote de medidas para impulsionar o crédito imobiliário no país. As mudanças decorrem da alteração na regra de direcionamento da poupança, que permitirá um incremento estimado de R$ 40 bilhões no orçamento destinado ao financiamento habitacional pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) nos próximos dois anos. O banco começará a operar com as novas regras a partir do dia 13 de outubro.
Aumento do teto e mais acesso ao crédito
Uma das principais mudanças é a elevação do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, medida regulamentada nesta sexta-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Além disso, a cota de financiamento foi ampliada: passará a ser de 80% na modalidade SAC e 70% na modalidade PRICE. A novidade entra em vigor já na próxima segunda-feira (13).
Segundo a instituição, apenas com o aumento das cotas haverá um impacto estimado de R$ 3 bilhões adicionais em 2025. Essas mudanças devem facilitar o acesso ao crédito e movimentar de forma significativa o mercado imobiliário brasileiro.
“Momento de virada”
Durante o anúncio, o presidente da CAIXA, Carlos Vieira, destacou a importância da construção civil para a economia brasileira.
“São ações dessa natureza, articuladas de forma conjunta, que farão com que esse segmento, que já acredita no avanço do Brasil e já acredita nas ações dos bancos públicos e privados, tenha muito mais condições de fazer a diferença. A construção civil é o grande alavancador da economia desse país”, afirmou Vieira.
Anúncio com presença de autoridades
A cerimônia ocorreu no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, e contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ministro das Cidades, Jader Filho, do presidente da CAIXA, Carlos Vieira, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, entre outras autoridades.
Lula destaca desafio da classe média
Durante seu discurso, o presidente Lula ressaltou que o programa Minha Casa, Minha Vida continuará priorizando moradia digna para a população, mas também abordou as dificuldades da classe média em financiar um imóvel:
“Um trabalhador metalúrgico, um bancário, um químico, um professor, que ganha R$ 10 mil, R$ 8 mil por mês (…) essas pessoas não estão nas faixas 1 e 2. O que vamos tentar fazer é adequar as dificuldades econômicas das pessoas, levando em conta o respeito à dignidade humana de morar no lugar onde se pensa que é bom morar. É pra isso que foi criado esse programa”, disse.
Novo modelo de crédito imobiliário
Também foi assinada uma resolução do CMN que estabelece o novo modelo de crédito imobiliário. O documento define condições gerais e critérios para contratação de operações pelas instituições financeiras e disciplina o direcionamento dos recursos captados em depósitos de poupança.
Com a mudança, será possível elevar em mais de R$ 50 bilhões o volume de operações, ao potencializar o uso dos recursos da poupança e permitir parte do uso dos depósitos compulsórios para a contratação de financiamentos habitacionais.
Impacto esperado
Com as novas regras, o governo federal e a CAIXA esperam fortalecer a cadeia da construção civil, gerar empregos e ampliar o acesso à casa própria. A ampliação do teto do SFH também deve beneficiar famílias de renda média, que hoje enfrentam maiores barreiras para financiar imóveis.
📅 Entrada em vigor: 13 de outubro de 2025
🏦 Investimento estimado: R$ 40 bilhões em dois anos
🏡 Teto SFH: R$ 2,25 milhões
💰 Cotas de financiamento: 80% (SAC) e 70% (PRICE)
