A nova corrida do ouro? Startup investe em bebês geneticamente editados

A nova corrida do ouro? Startup investe em bebês geneticamente editados

Uma nova startup americana, chamada Preventive, anunciou ter levantado US$ 30 milhões para pesquisar como criar bebês geneticamente modificados com segurança, o maior investimento já divulgado nessa tecnologia ainda cercada de tabu.

O projeto é liderado por Lucas Harrington, especialista em edição genética e cofundador da Mammoth Biosciences.

Segundo ele, o objetivo é investigar se a chamada “edição genômica hereditária”, a alteração do DNA de embriões para corrigir mutações ou inserir genes benéficos, pode ser feita de forma segura e responsável. A prática é proibida em diversos países, incluindo os Estados Unidos.

Harrington afirma que a Preventive não pretende realizar testes imediatos, mas conduzir pesquisas rigorosas.

Mesmo assim, a proposta reacende o debate ético que ganhou força após o primeiro caso de bebês editados geneticamente na China, em 2018, episódio que levou o cientista envolvido à prisão.

Como isso funciona, na prática? Hoje, existe uma ferramenta chamada edição genética. Ela consegue encontrar um pedacinho específico do código genético e trocar, corrigir ou apagar uma informação que causa alguma doença.

Se um gene defeituoso gera um problema cardíaco, a edição tentaria corrigir esse gene antes do bebê se desenvolver.

A Preventive é a terceira startup americana em 2025 a declarar interesse em desenvolver tecnologias para edição hereditária. Outras empresas, como a Bootstrap Bio e a Manhattan Genomics, também buscam avanços na área, embora nenhuma delas tenha grande estrutura ou apoio de especialistas renomados.

Entre os críticos está Fyodor Urnov, referência mundial em edição genética pela Universidade da Califórnia, que classificou esses empreendimentos como perigosos e desnecessários. Para ele, o foco deveria estar no desenvolvimento de terapias para adultos e crianças, e não na modificação de embriões.

Mesmo com o ceticismo da comunidade científica, a tecnologia atrai interesse de nomes do setor de tecnologia e criptomoedas, como Brian Armstrong, CEO da Coinbase, e investidores como Will Harborne, que vê a possibilidade de edição genética como “inevitável” caso a segurança seja comprovada.

A Preventive foi registrada como uma empresa de benefício público, o que significa que sua missão deve prevalecer sobre o lucro. Harrington diz que, se a tecnologia se mostrar insegura, esse resultado também será valioso para a ciência.

Para ler a matéria completa (em inglês), acesse:

Autor

  • Gaby Souza é criador do MdroidTech, especialista em tecnologia, aplicativos, jogos e tendências do mundo digital. Com anos de experiência testando dispositivos e softwares, compartilha análises, tutoriais e notícias para ajudar usuários a aproveitarem ao máximo seus aparelhos. Apaixonado por inovação, mantém o compromisso de entregar conteúdo original, confiável e fácil de entender