O sucesso de Attack on Titan (Shingeki no Kyojin) marcou a última década com números expressivos e forte impacto cultural. Ainda assim, o desfecho da obra dividiu opiniões, principalmente pelo rumo do protagonista Eren Yeager, que se tornou alvo de debates intensos entre leitores e espectadores.
Criado por Hajime Isayama, o mangá ganhou destaque pela abordagem sombria e temas políticos. No entanto, o autor revelou posteriormente que uma de suas decisões envolvendo Eren não saiu como planejado, o que acabou influenciando diretamente a percepção do público.
Empatia que mudou a narrativa para Hajime Isayama


Segundo Isayama, ele acabou desenvolvendo empatia excessiva por Eren, o que alterou a forma como o personagem foi retratado. A intenção inicial era mostrar uma figura moralmente ambígua, alguém que ultrapassa limites em nome de seus ideais, mas sem justificativas claras para seus atos.
Esse excesso de humanização fez com que parte do público interpretasse suas ações de forma diferente do esperado. Em vez de enxergá-lo como um personagem trágico, alguns passaram a vê-lo como justificável, mesmo após eventos extremos dentro da história.
Eren Yeager: Um protagonista controverso


O próprio autor reconheceu que Eren protagoniza um massacre em escala raramente vista na ficção. A ideia central era trabalhar a transformação da vítima em agente da destruição, refletindo inseguranças pessoais do autor durante a criação da obra.
Essa construção lembra personagens como V, que também utilizam métodos questionáveis para atingir seus objetivos. Ainda assim, Isayama admite que não conseguiu transmitir completamente a crítica pretendida, o que gerou interpretações controversas.
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