O combate ao racismo estrutural e o papel da educação e da imprensa estiveram no centro do painel “Até quando o racismo vai ser tratado como ‘caso isolado’?”, realizado no segundo dia do Rio FutSummit 2026, no Rio de Janeiro, com participação do jornalista Paulo César Vasconcellos e da gestora Karol Vasconcelos, do Instituto Vini Jr.
Os participantes iniciaram destacando que tratar episódios de racismo como casos isolados contribui para manter a sociedade em uma posição confortável diante do problema. Paulo César ressaltou que a compreensão da perversidade e do cinismo com que o racismo historicamente se manifesta no Brasil passa, necessariamente, pela educação.
“Nós vivemos em um país em que a perversidade da prática do crime de racismo muitas vezes não foi compreendida pela falta de educação”, afirmou.
O jornalista também abordou o racismo como um fenômeno estrutural, enraizado na sociedade, e pontuou que o corpo negro ainda é frequentemente associado à violência. Ele relatou experiências pessoais, citando situações em que pessoas seguraram bolsas ou celulares ao passarem por ele.
Karol Vasconcelos destacou a importância do jogador Vinicius Júnior como símbolo de empoderamento e referência na construção da autoestima e da identidade de jovens negros. A gestora também apresentou as iniciativas do Instituto Vini Jr., que atua em diferentes frentes sociais com o objetivo de ampliar oportunidades para crianças e adolescentes.
Os palestrantes também ressaltaram o papel da imprensa no combate ao racismo, afirmando que o aumento da visibilidade e das denúncias contribui para o enfrentamento do problema.
Segundo eles, o racismo é hoje tratado de forma diferente em relação ao passado, com maior compreensão por parte da sociedade. Ainda assim, reforçaram que a educação segue como principal ferramenta para identificar e combater práticas racistas no país.
“O conhecimento da perversidade e do cinismo com que o racismo sempre foi praticado no Brasil só pode vir por meio da educação”, destacou Paulo César Vasconcellos.
