Os custos de produção de anime aumentaram de forma significativa nos últimos anos. Segundo Nao Hirasawa, CEO da ARCH e presidente do estúdio Graphinica, episódios para TV já podem atingir até 300 milhões de ienes, enquanto filmes chegam a 4 bilhões de ienes.
Além disso, Hirasawa explica que o setor passou a se organizar em diferentes “ecossistemas”. Esses grupos variam conforme o poder de marca dos estúdios e suas fontes de receita, como participação em direitos autorais ou contratos com grandes empresas globais.
Ecossistemas e influência global dos anime


Entre os principais modelos, destaca-se o de produções financiadas por empresas estrangeiras. Nesse formato, os projetos recebem altos investimentos e miram audiências globais. Outro grupo relevante envolve plataformas de streaming e adaptações de jogos populares, ampliando ainda mais os orçamentos.
Esse cenário ganhou força após a entrada de serviços digitais no mercado durante a década de 2010. Como resultado, produções ligadas a grandes IPs e games passaram a movimentar receitas expressivas, exigindo qualidade técnica mais elevada e alcance internacional.
Produções tradicionais enfrentam pressão
Por outro lado, animes exibidos em horários noturnos ou no período da manhã, além de filmes tradicionais, operam com orçamentos menores. Esses projetos priorizam o mercado japonês e nichos específicos, com menor dependência de receitas externas.
No entanto, a diferença entre grandes e pequenos estúdios aumentou. Hirasawa aponta que empresas menores enfrentam dificuldades para crescer, já que o acesso a grandes financiamentos depende de reputação, conexões e participação em comitês de produção. Isso limita a evolução dentro da indústria.
Por fim, a tendência é de maior desigualdade até 2030. Enquanto grandes estúdios se fortalecem com capital internacional, os menores precisam escolher entre projetos mais baratos ou arriscar produções globais.
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Fonte: ITmedia e Anime Corner