✨ Principais destaques
- O Tables, ferramenta criada para competir com Airtable e Trello, será desativado.
- Usuários devem migrar dados para Google Sheets ou para o AppSheet.
- A decisão mostra a estratégia do Google de reduzir sobreposição e consolidar seus produtos de produtividade.
O que foi o Google Tables e por que está fechando
O Tables nasceu em 2020 como um experimento no Area 120, incubadora de projetos do Google.
A proposta era simples: unir a familiaridade de uma planilha com recursos de banco de dados, automações e integrações.
Ele conquistou espaço como opção intermediária para equipes que precisavam de algo mais poderoso que o Google Sheets, mas menos complexo que aplicativos dedicados.
A decisão de encerrá-lo, no entanto, segue um padrão já conhecido: o Google aposta na consolidação.
Assim, a companhia passa a priorizar dois pilares claros: o Sheets para planilhas colaborativas e o AppSheet para criação de aplicativos sem código e automação de fluxos de trabalho.
Em vez de manter uma ferramenta independente, o Google planeja levar os principais recursos do Tables para dentro do AppSheet.
E agora, o que acontece com os dados do Tables
Os usuários têm dois caminhos. O mais simples é exportar tudo para o Google Sheets, onde ainda é possível criar filtros, validações e notificações.
Já para casos com mais estrutura, como relações entre colunas, fluxos de aprovação e automações, a recomendação é migrar para o AppSheet.
O AppSheet transforma dados em aplicativos personalizados, com controles de acesso, bots e interfaces otimizadas para celulares.
Por exemplo, uma equipe que usava o Tables para gerenciar chamados pode recriar esse fluxo no AppSheet, com direito a formulários, níveis de permissão e trilhas de auditoria.
Essa transição, no entanto, exige atenção. Algumas fórmulas e automações específicas precisarão ser recriadas e integrações externas revisadas.
O Google sugere testes em ambientes de cópia antes da migração definitiva para evitar falhas em operações críticas.
O impacto no mercado e para os usuários do Workspace
O fim do Tables também lança luz sobre o cenário competitivo. O Airtable continua sendo o principal nome no segmento de planilha-banco de dados, enquanto Microsoft, Notion, Coda e outros disputam atenção com soluções híbridas e flexíveis.
Nesse contexto, a escolha do Google parece clara: oferecer menos ferramentas isoladas e mais integração entre serviços existentes.
Para empresas que já usam o Google Workspace, a divisão de caminhos é evidente. Casos simples, como listas e calendários de planejamento, cabem melhor no Sheets.
Já processos complexos, como inventários ou operações de campo, podem migrar para o AppSheet, que oferece maior segurança e governança.
No fundo, a mensagem é pragmática: o Tables deixa de existir como produto, mas suas ideias seguem vivas em serviços mais estáveis dentro do ecossistema do Google.
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