Principais destaques:
- Sundar Pichai afirmou que a IA já escreve mais de 25% do código do Google.
- A empresa vive uma nova fase interna, marcada pelo retorno dos fundadores e pela cultura de “vibe coding”.
- O avanço chega após o lançamento do Gemini 3 e valorização expressiva das ações da Alphabet.
Google acelera revolução interna com inteligência artificial
O Google está em plena transformação. Em entrevista recente com Logan Kilpatrick, da equipe AI Studio, o CEO Sundar Pichai revelou que a inteligência artificial já é responsável por mais de um quarto do novo código da empresa.
Segundo ele, o Google deixou para trás a fase de experimentos e entrou definitivamente na era da implementação prática da IA.
A tendência conhecida como “vibe coding”, apelido dado à prática de criar software usando apenas comandos em linguagem natural, está se expandindo rapidamente dentro da empresa.
Pichai destacou que a nova abordagem tornou o processo de desenvolvimento “muito mais agradável”, permitindo que até pessoas sem formação técnica participem da criação de aplicativos.
O anúncio vem em um momento de forte valorização da Alphabet. As ações subiram cerca de 70% em 2025, impulsionadas especialmente após o lançamento do Gemini 3, o modelo de IA mais avançado da companhia.
Com isso, o valor de mercado do Google chegou a US$ 3,86 trilhões, colocando a empresa logo atrás da Apple e da Nvidia.
O retorno dos fundadores e o clima de startup
Durante as conversas, Pichai também destacou a volta de Sergey Brin e Larry Page a papéis mais ativos dentro do Google.
Ele descreveu o clima mais descontraído da sede, mencionando até uma “sala de chá” no prédio Gradient Canopy, onde Brin costuma passar parte do tempo fazendo café.
Esse retorno ajudou a reavivar o espírito de startup que marcou os primeiros anos da empresa. Brin, segundo relatos, acompanha pessoalmente o desenvolvimento do projeto Gemini e tem atuado para reduzir a burocracia interna.
Para Pichai, essa atuação reacendeu uma cultura de proximidade entre as equipes e um senso renovado de propósito, algo que ele descreveu como “um microcosmo de como o Google deve funcionar”.
Da promessa de “IA primeiro” à execução total
A nova fase do Google é resultado de uma jornada iniciada há quase uma década.
Em 2016, Pichai anunciou que a empresa tornaria a inteligência artificial seu foco principal, lançando a estratégia “AI First”. Desde então, o Google investiu em infraestrutura, pesquisa e na fusão de divisões importantes como o Google Brain e o DeepMind.
Agora, Pichai diz que a companhia finalmente colhe os frutos desse trabalho. “De fora pode ter parecido que estávamos quietos, mas estávamos montando a base com cuidado”, afirmou o executivo.
A prática do “vibe coding”, termo criado por Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI e ex-diretor de IA da Tesla, está se firmando como tendência em todo o setor. Satya Nadella, CEO da Microsoft, afirmou recentemente que 30% do código de sua empresa também é escrito por IA.
Mesmo empolgado com as oportunidades, Pichai pediu cautela. Para ele, ainda existem desafios a superar, especialmente na segurança de grandes bases de código, onde a precisão é crucial.
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